O Livre lança ‘Programa Círculo Verde Funchal’ com microflorestas nos bairros e em zonas abandonadas na cidade , abordagem ecológica para ribeiras e economia circular e desenvolvimento comunitário.
O programa autárquico do Livre para o Funchal, focado no tema “Funchal para Viver: com futuro e dignidade”, coloca o ambiente e a estrutura verde como pilares da sua visão política. O partido propõe uma cidade “verde, justa e democrática”, com medidas focadas na resiliência climática e na qualidade de vida urbana.
A principal aposta nesta estratégia é o “Programa Círculo Verde Funchal”, nomeadamente “revolução verde nos bairros”, refere Marta Sofia, candidata do Livre à Câmara e Assembleia Municipal do Funchal.
“As Microflorestas Urbanas deve privilegiar as que melhor se adaptam às zonas de baixa altitude, mais quentes e secas. Esta iniciativa para a criação de microflorestas pelo método Miyawaki (que requer um mix denso de espécies), o ideal é usar as espécies de sub-bosque (arbustos e pequenas árvores como o Buxo-da-rocha e Malfurada) e as árvores de dossel (Til, Barbusano, Loureiro) para replicar a estrutura da floresta nativa. As microflorestas representam uma forma inovadora de criar rapidamente um ecossistema denso e nativo em áreas urbanas compactas. Serão implementadas especialmente nos bairros mais densos e em terrenos baldio se subutilizados, transformando-os em ativos ecológicos”, explica o partido.
O partido afirma que estas “ilhas de sombra” são essenciais para: combater o calor extremo, criando “ilhas de sombra” densas para arrefecer a temperatura local nos bairros; aumentar significativamente a biodiversidade e melhorar a qualidade do ar nas zonas de maior pressão urbana.
Além disso, o Livre aborda a gestão de recursos hídricos e a proteção de ecossistemas vulneráveis, comprometendo-se com uma abordagem baseada na natureza.
“A requalificação das ribeiras e zonas costeiras no Funchal, segundo a perspetiva do Livre, foca-se na proteção contra riscos (cheias e aluviões) através da recuperação ecológica e da renaturalização dos ecossistemas”, afirma, explicando que isto implica a adoção de técnicas que utilizam a própria natureza para defender o território, em oposição à tradicional “betonização”.
O Livre diz ainda que, com base no programa, a requalificação das ribeiras e zonas costeiras deve ter os seguintes focos: eesiliência e proteção contra cheias.
“O objetivo principal é aumentar a segurança do Funchal, protegendo-o contra a violência das cheias e aluviões, que são um risco histórico na Madeira. Contudo, esta proteção deve ser alcançada através da engenharia natural: renaturalização”, aponta.
O partido diz que, em vez de construir mais betão, procura-se remover estruturas rígidas onde possível e reintroduzir vegetação nas margens. Esta vegetação (árvores e arbustos nativos) atua como uma esponja natural, fixando os solos, abrandando o escoamento da água e permitindo a sua infiltração, “o que é mais eficaz e sustentável do que o confinamento por betão”.
O Livre destaca ainda a recuperação de ecossistemas. “A intervenção visa ativamente a recuperação dos ecossistemas, isto significa biodiversidade Restabelecer a flora e a fauna nativas das ribeiras, transformando canais de escoamento em corredores biológicos funcionais; qualidade da água: Melhorar a saúde das ribeiras e das zonas costeiras, que são a sua foz”, refere.
O Livre esclarece que esta intervenção visa a engenharia natural, a fixação de solos com vegetação e o aumento da permeabilidade, rejeitando a betonizaçã como método primário de proteção.
“A medidas nas ribeiras são complementadas por uma gestão de recursos hídricos mais inteligente no concelho”, afirma.
“Em resumo, a requalificação não é sobre construir muros, mas sim sobre devolver o espaço à natureza para que esta possa proteger a cidade de forma mais eficaz”, sustenta.
Quanto à reutilização de águas, o programa prevê a reutilização de águas tratadas para a rega de jardins e a limpeza urbana, “o que retira pressão sobre os recursos hídricos potáveis e contribui para a sustentabilidade da cidade”.
Já o mercado circular (Troca e Reparação) “é uma medida de envolvimento direto da comunidade e do munícipio”.
“Organização de uma feira rotativa organizada pela autarquia, com o objetivo de criar um espaço físico regular para que a população possa trocar e reparar bens, como roupa, eletrodomésticos e bicicletas”, afirma, sublinhando que o impacto desta incentiva visa a reutilização e a manutenção, criando uma cultura de valorização dos bens e reduzindo o consumo de recursos novos.
Sobre a recolha e compostagem comunitária, o Livre diz que estas medidas mudam a forma como a cidade gere os seus resíduos e a participação dos cidadãos.
“Compostagem Comunitária que permite que grupos de cidadãos em bairros ou comunidades residenciais fechem o ciclo dos resíduos orgânicos, transformando-os em composto útil para jardins e espaços verdes locais”, frisa.
Já a recolha seletiva Porta-a-Porta, o partido entende que melhora a eficiência e a acessibilidade da reciclagem para todos os residentes, aumentando as taxas de circularidade do município.
Também a redução do desperdício em eventos públicos, com o incentivo a copos reutilizáveis, “foca-se em mudar as práticas nos eventos do município ou com apoio municipal, combatendo o desperdício de plástico descartável em larga escala e dando um exemplo para toda a comunidade”.
Por fim, a economia e inovação verde. “A nível económico e de desenvolvimento, o programa prevê uma forte aposta no setor circular: Funchal Tech & Green Hub é a criação de um polo de apoio a startups focado em áreas verdes, como a economia do mar e as energias renováveis. Isto apoia a criação de empregos e soluções circulares a nível local”, afiança ainda.
“O Funchal não pode ter medo da natureza. A nossa visão é clara: vamos usar o poder da floresta e da ecologia para proteger a nossa cidade e as nossas famílias. O ‘“Programa Círculo Verde Funchal” ‘ com as microflorestas não é apenas sobre plantar árvores; é sobre arrefecer os bairros, a cidade, combater o calor e devolver a qualidade de vida. E nas ribeiras, a proteção contra as cheias far-se-á com a renaturalização, e não com mais betão. Queremos uma cidade verde, justa e um exemplo de economia circular, onde nada se desperdiça e onde a Câmara Municipal trabalha ativamente para a dignidade de todas as pessoas”, conclui Marta Sofia, candidata do Livre à Câmara e Assembleia Municipal do Funchal.