No âmbito do mês da prevenção dos maus tratos na infância foi, hoje, colocado, na Praça do Município um laço azul alusivo ao slogan ‘Serei o que me deres, que seja amor’ , que simboliza este mês e esta campanha.
Refira-se que esta campanha do laço azul é promovida pela Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção de Crianças e Jovens, no caso do Funchal com intervenção da CPCJ (Comissão de Proteção e Jovens).
Na abertura o presidente da Câmara Municipal do Funchal, Jorge Carvalho sublinhou o caráter partilhado desta responsabilidade. “Esta é uma matéria que não é apenas da responsabilidade de uma instituição, é uma responsabilidade coletiva de todas as instituições, mas também de toda a comunidade”, afirmou, destacando que o município aprovou recentemente uma estratégia local para os direitos da criança, já referenciada pela UNICEF.
”Vamos dar às nossas crianças o melhor. O melhor que é efetivamente o amor, mas também o carinho, a atenção de vida e as condições para que, acima de tudo, possam ser crianças”, disse o autarca, referindo que o município participará ao longo deste mês em conferências, colóquios e ações conjuntos com a CPCJ.
Nivalda Gonçalves, representante do Governo Regional na Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, apelou à mobilização de toda a sociedade. “Enquanto existir uma criança ou jovem em perigo, não podemos parar e sobretudo não podemos deixar de agir”, declarou, salientando que a proteção da infância “não é apenas uma causa social, é um imperativo ético e humano”.
A responsável contou que a Madeira tem falta de famílias de acolhimento e por isso deixou um pedido a quem esteja interessado, uma vez que a Região conta atualmente com apenas 17 famílias de acolhimento com cerca de 26 crianças integradas nesse regime. “Se tivéssemos uma base de pelo menos 30 a 40 famílias já era um bom número”, admitiu.
O Laço Azul colocado na Praça do Município ficará até ao final de abril, como forma simbolismo.