O Juntos pelo Povo reagiu à notícia que faz manchete na edição de hoje do JM, desafiando a secretaria regional de Equipamentos e Infraestruturas a divulgar os estudos preliminares sobre o impacto económico do futuro campo de golfe do Faial, em Santana.
Em nota enviada às redações, o partido questiona os dados avançados pelo Governo Regional, que apontam para a criação de riqueza anual na ordem dos 10 milhões de euros, 180 postos de trabalho e uma massa salarial de 4,2 milhões de euros.
O secretário-geral do JPP, Élvio Sousa, contrapõe com dados da Direção Regional de Estatística. “Afirma o Governo que o campo de golfe do Faial poderá gerar uma riqueza anual na ordem dos 10 milhões de euros, criar 180 postos de trabalho e um volume de massa salarial na ordem dos 4,2 milhões de euros anuais”, contextualiza. “Como é que tudo isto é possível se, estatísticas da própria Direção Regional de Estatística (DREM), referem que, em conjunto, os três campos de golfe existentes, (Santo da Serra, Palheiro Golfe e Porto Santo, geraram rendimentos totais de apenas 4,5 milhões de euros em 2024, e das 255 436 voltas possíveis, a ocupação ficou-se apenas por 78 983 voltas, portanto uma ocupação de apenas aproximadamente 31%”, interpela.
O líder da oposição exige transparência quanto aos estudos que suportam as previsões do executivo. “Ou o Governo PSD/CDS mostra publicamente esse estudo preliminar, para se saber quem foram os técnicos e os especialistas que o produziram, quais as suas áreas profissionais, ou nós vamos exigir, por via legal, o acesso a esse estudo”, afirma.
Na mesma nota, o dirigente questiona ainda a estratégia do Governo para o setor. “Élvio Sousa quer ainda saber em que se baseia o Governo PSD/CDS para garantir que o investimento público com a construção do campo de golfe do Faial ‘é uma âncora para atrair um perfil de visitante distinto, pois, se assim é, não se compreende como é que isso ainda não aconteceu quando a Madeira possui três campos de golfe há vários anos com resultados financeiros são fracos e uma ocupação baixa, como é referido pela DREM’”.
O responsável aponta ainda para “profundas discrepâncias entre os resultados concretos da atividade do golfe na Região e aquilo que projeta o Governo”, levantando dúvidas sobre a credibilidade dos estudos. “Há uma enorme falta de credibilidade e fiabilidade nestes estudos. Já havia acontecido o mesmo com o estudo preliminar, aquelas quatro páginas, elaboradas pela mesma Secretaria Regional, em relação à venda do Hospital Dr. Nélio Mendonça, e agora estamos a ver a mesma fita com o golfe, por isso ou o Governo faz a divulgação pública desse estudo, ou o JPP irá aceder a ele pelas vias legais.”