A Juventude Popular da Madeira (CDS) promoveu, esta sexta-feira, uma conferência intitulada ‘Cibersegurança: Desafios e Estratégias de Proteção no Séc. XXI’.
A iniciativa, moderada pelo secretário-geral da JP Madeira, João Pedro Sousa, contou com as intervenções de Nuno Perry, especialista de informática, e José Custódio, inspector da Polícia Judiciária, que aboradaram temas da atualidade, nomeadamente o ataque ao SESARAM e o processo de recuperação do ciberataque, as burlas mais comuns, como o esquema ‘Olá pai, olá mãe’ e a chamada burla romântica, em que o burlão cria uma relação de confiança com a vítima para depois pedir dinheiro, bem como a utilização de inteligência artificial em esquemas fraudulentos e várias dicas de protecção e prevenção.
João Pedro Sousa sublinhou, na ocasião, a importância da iniciativa, defendendo que “a prevenção começa na informação e na capacidade de reconhecer ameaças cada vez mais sofisticadas”.
O secretário-geral da JP Madeira destacou, ainda, a forte participação do público, considerando que “as perguntas, as preocupações e a forma como as pessoas se envolveram no debate mostraram bem a utilidade desta conferência e a importância de continuar a levar estes temas para junto da população”.
O dirigente realçou, além do mais, aquela que considera ser a pertinência da conferência face à actualidade dos últimos dias. “Ainda esta semana voltaram a surgir notícias sobre novos esquemas de burlas por telefone, cada vez mais sofisticados e mais difíceis de detectar. Isso mostra bem como este tema é actual e como iniciativas deste género são necessárias para alertar, informar e preparar melhor as pessoas para riscos que hoje fazem parte do nosso dia-a-dia”, disse.
Por fim, o presidente da JP Madeira, Leandro Silva, lembrou que este foi o segundo mês consecutivo em que a estrutura promoveu uma iniciativa deste género, voltando a registar casa cheia. “É sinal de que estas iniciativas fazem falta e de que existe interesse em debater temas úteis e atuais. Vamos continuar, mês após mês, a promover este tipo de momentos de informação, reflexão e proximidade com os jovens e menos jovens”, rematou.