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Venezuela: Cai apoio a Donald Trump e a Delcy Rodríguez, indicam sondagens

Data de publicação
30 Abril 2026
20:57

Sondagens hoje divulgadas mostraram que o nível de apoio ao Presidente norte-americano e à líder interina venezuelana está a cair, apesar da aprovação registada em janeiro, depois da captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

Numa sondagem da empresa AtlasIntel para a agência de notícias Bloomberg, a popularidade da Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, caiu quatro pontos percentuais em apenas um mês, o que indica que a imagem positiva da governante passou de 35% em março para 31% em abril.

Ainda segundo a AtlasIntel, no mesmo período, a taxa de desaprovação de Delcy Rodríguez aumentou de 45% para 47%.

“Mesmo depois de iniciativas para atrair investimentos estrangeiros e abrir o setor energético, os resultados positivos ainda não chegaram ao dia a dia da população. A frustração popular cresce na medida em que as expectativas por uma recuperação rápida não se concretizam, indicando que a ‘lua de mel’ política do novo governo está a acabar”, disse a empresa.

De acordo com a mesma sondagem, embora o governo de Delcy Rodríguez tenha prometido avanços rápidos, a população continua a enfrentar níveis elevados de inflação, salários muito baixos e sérias dificuldades no acesso a alimentos, a medicamentos e a serviços básicos.

Por outro lado, uma sondagem da empresa Meganálisis, realizada na terceira semana de abril, dá conta de uma queda da popularidade do Presidente norte-americano, Donald Trump, quatro meses após a operação militar norte-americana que levou à captura de Nicolás Maduro e da mulher, Cília Flores, em Caracas.

A Meganálisis indicou que, em janeiro, 92,2% das 1.113 pessoas questionadas reconhecia gratidão a Trump, uma taxa de aprovação que caiu para 82,9%, em fevereiro. A descida continuou em março para 74,5%, e em abril para 47,08%, refletindo uma queda de 45,12 pontos percentuais ao longo de quatro meses.

Quase metade dos inquiridos (46,90%) evita agora tomar uma posição, enquanto a rejeição se mantém nos 6,02%, explicou a empresa.

Por outro lado, 89,13% dos interrogados responderam negativamente ao serem questionados sobre se “aprovam que o Presidente Trump tenha negociações e apoie Delcy Rodríguez, apesar de ela ter sido o braço direito de Nicolás Maduro e de agora ser quem também reprime os venezuelanos”.

À pregunta se a solução para a Venezuela é realizar eleições presidenciais este ano, 87,24% respondeu “sim”, 7,82% “não” e 4,94% “não sabe”.

As presidenciais deviam realizar-se entre outubro e dezembro deste ano para 58,22% dos entrevistados, enquanto 21,74% escolheu entre julho e setembro, 6,11% até junho e 4,13% antes de junho.

Os resultados da sondagem dão conta ainda que se as presidenciais forem realizadas este ano, 71,25% votará em María Corina Machado, 4,13% em Juan Pablo Guanipa, 3,95% em Delcy Rodríguez, 0,72% em Diosdado Cabello, enquanto 17,97% respondeu “não saber” e 1,98% que ia votar em outros candidatos.

Por outro lado, 73,23% disse ser importante que María Corina Machado regresse em breve à Venezuela, 10,42% que era algo importante, 10,24% não soube responder e para 6,11% não é importante.

Já 74,03% disse acreditar que se a líder opositora regressar ao país “vai diminuir” o tempo do chavismo no poder, 7,19% disse “não” e 18,78% “não sabe”.

Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina a 05 de janeiro de 2026, dois dias depois de forças especiais dos Estados Unidos terem capturado Maduro e Flores.

Ambos estão em Nova Iorque (EUA), onde aguardam julgamento. Os dois declararam-se inocentes das acusações imputadas no processo, relacionadas com alegadas atividades de tráfico de droga e conspiração para introduzir cocaína no país.

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