A Juventude Popular da Madeira, juventude partidária do CDS-PP Madeira, enviou, esta manhã, uma carta aberta ao Ministro das Finanças a pedir esclarecimentos e “medidas urgentes” após as alterações introduzidas pelo Governo da República no Subsídio Social de Mobilidade para as Regiões Autónomas.
A estrutura de juventude considera que a mobilidade “não é um privilégio, é uma condição mínima de cidadania” para quem vive numa ilha e alerta para o impacto imediato das mudanças, sobretudo nos estudantes deslocados.
Segundo a JP Madeira, “têm sido denunciadas situações em que estudantes madeirenses estão a ser obrigados a pagar o valor total dos bilhetes, em vez de beneficiarem do mecanismo que permite pagar apenas o valor de referência (59 euros)”. “Uma ‘adaptação técnica’ pode justificar trabalho interno; não pode justificar estudantes a pagar centenas de euros do bolso”, lê-se no documento.
A organização afirma que o problema se agrava em períodos de maior procura, como o Carnaval, declarando que “o mercado encarece, o Estado atrasa, e o estudante paga”, defendendo, ainda, que “os estudantes não são um meio de financiamento”.
Na carta, a JP exige uma “pronúncia pública imediata, a reposição urgente do pagamento do valor de referência no ato de compra, uma solução transitória enquanto persistirem constrangimentos e prazos públicos e verificáveis para normalização e compensação célere de quem pagou o total”.