O segundo projeto de resolução a subir a plenário, na manhã desta quarta-feira, é da Iniciativa Liberal e ‘recomenda ao Governo Regional a definição e implementação de um modelo de recuperação e utilização do Forte de São João Baptista, em Machico’.
O deputado único da IL efetuou uma resenha do passado daquela infraestrutura secular – foi edificada no sec. XVIII –, citou, inclusive, Tolentino Mendonça, natural de Machico, e clamou que se “resolva de uma vez por todas este impasse”.
O projeto reivindica que o Governo Regional “promova em articulação com as autoridades locais a utilização a dar ao espaço” e que, inclusive, “avalie a possibilidade de transferência da gestão para o município de Machico”.
Ou seja, que a Quinta Vigia “defina e implemente com a maior brevidade possível um modelo” de ação”, não o chocando que ali seja instalado “um centro museológico cultural”.
O PS junta-se à proposta, com Avelino Conceição a efetuar, também uma síntese do percurso do Forte de São João Baptista, com avanços e recuos, constatando que hoje “está degradado e sem solução”.
Luís Martins, tal como Avelino Conceição, oriundo do concelho de Machico, também efetuou uma incursão pelo passado, com o deputado do JPP a lamentar o fracasso de sucessivos projetos, observando estarmos perante “uma morte lenta e silenciosa e, aparentemente, inevitável”, e também aceita que possa ser requalificado para museu, dos descobrimentos.
Cláudia Gomes, do PSD, também ela proveniente de Machico, relevou ser o forte “um monumento de interesse público desde 1940 e merece outra dignidade, merece a atenção de todos”.
A deputada social-democrata lembrou que “à anterior concessão foi já comunicada a rescisão por incumprimento”, dizendo não ter sido, esta decisão, tomada “de ânimo leve”, pelo Governo Regional”.
Ou seja, “está a ser preparado um novo caderno de encargos, que deverá estar pronto até ao verão”, pelo que “há que aguardar”, disse, deixando implícito que o destino projetado será, outra vez, direcionado para a atividade hoteleira.
Quanto ao Chega, Miguel Castro efetuou uma abordagem mais política, crendo que o Forte de São João Baptista “está a ser lesado por estar em Machico”.
Disse que o Governo Regional tem um plano de investimentos em que “21% é no concelho do Funchal e apenas 0,6% é em Machico” e vaticina que só haverá equidade quando o Executivo madeirense “olhar para todos os municípios por igual, independentemente da sua cor política”.