MADEIRA Meteorologia

Iniciativa Liberal pede rigor na leitura dos dados sobre qualidade do ar no Porto Santo

Data de publicação
30 Março 2026
10:05

A Iniciativa Liberal alertou para fragilidades na monitorização da qualidade do ar na Madeira e defendeu uma interpretação rigorosa dos dados recentemente divulgados pelo Relatório Mundial da Qualidade do Ar de 2025, da IQAir.

Em comunicado, o partido destaca que Vila Baleira, no Porto Santo, surge como a localidade com os valores mais elevados das Regiões Autónomas e a terceira a nível nacional, sublinhando, contudo, que os dados devem ser analisados com cautela.

“Estes dados não podem ser analisados de forma simplista. O facto de Vila Baleira surgir no top 3 nacional levanta questões legítimas, mas também exige responsabilidade na interpretação”, afirmou António Nóbrega, citado na nota.

A Iniciativa Liberal lembra que a Região Autónoma da Madeira está exposta a fenómenos naturais, como o transporte de poeiras do Norte de África, que podem influenciar significativamente os níveis de partículas no ar, independentemente das emissões locais.

O partido levanta ainda dúvidas sobre a representatividade dos dados relativos ao Porto Santo, uma vez que a ilha não dispõe de uma estação de medição própria, sendo os valores baseados em medições externas ou modelizações.

No mesmo comunicado, os liberais apontam para uma “lacuna estrutural” na rede de monitorização da qualidade do ar na Madeira, onde existem apenas três estações — duas no Funchal e uma em Santana — consideradas insuficientes para avaliar todo o território.

“Num território com a complexidade geográfica da Madeira, três pontos de medição são manifestamente insuficientes”, sublinha António Nóbrega.

A Iniciativa Liberal recorda ainda que Portugal registou um agravamento da concentração média anual de partículas finas (PM2.5), passando de 6,8 para 7,9 µg/m³, acima do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

Perante este cenário, o partido defende o reforço da rede de monitorização na região, com a instalação de novas estações, incluindo no Porto Santo, bem como a disponibilização de dados em tempo real e a criação de sistemas de alerta para episódios de poluição.

“Não podemos gerir aquilo que não medimos. Sem dados fiáveis e sem clareza sobre a origem da poluição, não é possível afirmar, com credibilidade, que o Porto Santo seja uma verdadeira Smart Fossil Free Island”, conclui António Nóbrega.

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