O deputado da Iniciativa Liberal, Gonçalo Maia Camelo, criticou esta terça-feira o aumento do preço dos combustíveis, defendendo que mais de metade do valor pago pelos consumidores resulta da carga fiscal e apelando a uma redução significativa dos impostos.
Na declaração política semanal na Assembleia Legislativa da Madeira, o liberal afirmou que a subida dos combustíveis “preocupa, e muito, as famílias e as empresas da Madeira”, sublinhando que atualmente “mais de 50% do preço corresponde a impostos”.
Segundo Gonçalo Maia Camelo, esta realidade contrasta com o poder de compra dos portugueses, que classificou como “inferior à média da União Europeia”, apesar de os combustíveis serem mais caros do que na média europeia. “Enquanto as famílias fazem contas à vida e as empresas enfrentam mais custos para trabalhar, o Estado e a Região beneficiam da subida do preço dos combustíveis, arrecadando mais receita fiscal por cada litro abastecido”, afirmou.
O deputado alertou ainda para o impacto económico do aumento dos combustíveis, defendendo que o problema vai além do abastecimento automóvel, refletindo-se nos custos de transporte, na energia e no aumento generalizado de preços.
Respondendo também a declarações do secretário regional da Economia, que garantiu que os combustíveis continuarão mais baratos na Madeira do que nos Açores e no continente, o parlamentar disse que esse objetivo é insuficiente. “Não queremos que os combustíveis sejam apenas os mais baratos do país. Queremos preços verdadeiramente baixos, justos e comportáveis para o bolso dos madeirenses e das empresas”, afirmou.
Para a Iniciativa Liberal, o contexto internacional explica apenas parte da subida dos preços. O deputado defendeu que, sendo os combustíveis um bem essencial, sobretudo numa região ultraperiférica como a Madeira, o Governo Regional e o Governo da República devem “reduzir significativamente a carga fiscal sobre os combustíveis” para mitigar o impacto da subida do petróleo.