“Temos registado, efetivamente, uma diminuição quer nas denúncias do crime de violência doméstica, quer na ocupação das casas de abrigo. Ainda assim, a Região não vai abrandar na sua estratégia de prevenção e proteção. O trabalho continuará a ser desenvolvido com determinação, no sentido de proteger as vítimas”, afirmou, esta terça-feira, a secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude.
Paula Margarido reforçou que a prioridade da Madeira passa por “proteger mães, pais e crianças afetadas pela violência doméstica”, sublinhando que as crianças são também vítimas diretas deste fenómeno e exigem uma resposta firme e integrada.
A governante destacou ainda a articulação próxima entre as equipas multidisciplinares de apoio às vítimas do Instituto de Segurança Social (ISSM), do Serviço Regional de Saúde (SESARAM) e da PSP, bem como a aposta na autonomização das vítimas, através da atribuição do complemento regional para a pessoa em situação de violência doméstica, um instrumento único no país, que promove a reconstrução de vida com dignidade, segurança e independência.
A titular da pasta participou nas comemorações do 20.º aniversário da Casa de Abrigo para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica do Centro Social e Paroquial de São Bento, numa cerimónia marcada por emoção, reflexão e esperança, com um olhar voltado para o futuro. Durante o evento, foi lançado o livro ‘Casa sem Teto’, da autoria de Magna Rodrigues, diretora técnica da Casa de Abrigo.
No auditório da Unidade de Alzheimer marcaram presença diversas entidades e parceiros institucionais, entre os quais o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, Jorge Santos, a presidente do Instituto de Segurança Social da Madeira, Nivalda Gonçalves, o presidente do Centro Social e Paroquial de São Bento, padre Bernardino Trindade, bem como representantes das equipas de apoio às vítimas do ISSM, do SESARAM e da PSP, entre outros parceiros, incluindo o Instituto de Emprego da Madeira.