O Governo Regional anunciou, esta tarde, um conjunto de “políticas dirigidas aos setores mais expostos da economia e da sociedade” à atual crise energética, com o objetivo de “salvaguardar a competitividade das empresas, o emprego e o poder de compra das famílias”, adiantou o secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, como se pode ler num comunicado enviado às redações.
As medidas, que vigoram durante os próximos três meses, procuram responder à escalada dos preços originada pela crise dos combustíveis decorrente da guerra do Irão e têm cinco eixos principais de intervenção: garantir a viabilidade das empresas de transporte terrestre e de passageiros, apoiar a pesca — em especial a frota do atum —, assegurar a atividade das corporações de bombeiros, manter os serviços prestados pelas instituições de solidariedade social (IPSS) e, globalmente, conter a subida de preços e proteger o rendimento das famílias madeirenses.
No total, o pacote contempla vários apoios financeiros específicos. Entre estes, estão um apoio de 400 mil euros destinados aos transportes coletivos de passageiros, 110 mil euros para o setor dos táxis— correspondendo a 135 euros por viatura, mais 15 euros do que no continente —, aumento da comparticipação da botija de gás de 20 para 25 euros — beneficiando cerca de 3.300 famílias, no âmbito do programa gás solidário.
O pacote prevê ainda um apoio às Associações de Bombeiros, com 360 euros por cada veículo pesado e 120 euros por cada ligeiro, abrangendo 137 viaturas; um subsídio até 600 euros para cada Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS); e um apoio de 10 cêntimos por litro ao gasóleo colorido e marcado destinado às pescas.
Além destas medidas, o Executivo regional reforça que garantirá, a partir de segunda-feira, a manutenção de um diferencial de 10 cêntimos nos preços dos combustíveis praticados na Região, face aos valores definidos para o território continental, como frisou José Manuel Rodrigues.
A nova tabela entra em vigor já no dia 6 de abril.