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JP Madeira defende reforço do número de psicólogos e maior comparticipação das consultas

Data de publicação
01 Abril 2026
17:02

No âmbito das ‘Jornadas da Saúde Mental - Uma geração que se ouve’, a Juventude Popular da Madeira, juventude partidária do CDS-PP Madeira, reuniu-se com a Ordem dos Psicólogos para identificar dificuldades no setor e perceber de que forma pode ser reforçada a resposta às patologias mentais que afetam os mais jovens na Região.

Desta reunião, resultou que “os quadros públicos de psicólogos, nomeadamente nas escolas, carecem de reforço do número de efetivos, sendo que todos os estabelecimentos de ensino na região estão dotados de um psicólogo, situação esta que, em escolas com elevado número de alunos dificulta e limita a atuação dos profissionais”.

De igual modo, durante o decorrer da reunião, a juventude centrista foi esclarecida sobre a “importância da intervisão e da supervisão na atuação dos psicólogos, permitindo consulta e troca de conhecimentos mas também de auxílio e como forma de “descompressão” dos próprios profissionais de saúde mental”.

Outro dos problemas identificado foi a falta de financiamento que cria problemas no setor, “limitando as intervenções dos psicólogos, cujo trabalho requer instrumentos validados e que os profissionais acabam por suportar custos com testes, instrumentos de avaliação e materiais técnicos validados, essenciais para o acompanhamento e a prevenção, quando esses encargos deviam ser assegurados pelos serviços ou entidades para os quais trabalham”, reivindica a JP Madeira.

A JP Madeira assinala ainda a desigualdade no acesso aos cuidados. Enquanto a ADSE passou a comparticipar consultas de psicologia sem necessidade de prescrição médica e com um limite anual mais alargado, o acesso comparticipado fora desses subsistemas continua mais limitado e burocrático, criando dificuldades acrescidas para muitas famílias.

A estrutura centrista alerta igualmente para as limitações do Cheque Psicólogo, lembrando que o programa prevê um “número limitado de consultas por estudante, entre 2 e 12, consoante a avaliação do profissional, o que, em muitos casos, pode revelar-se insuficiente para assegurar um acompanhamento regular e consequente”.

A Juventude Popular da Madeira aproveita ainda para sublinhar o papel das famílias na prevenção e no tratamento das doenças de saúde mental, lembrando que o acompanhamento psicológico não deve ser visto apenas como resposta à doença instalada, mas também como instrumento de prevenção.

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