Richard Marques, responsável pela gestão de riscos na Região Autónoma da Madeira, sublinha que, apesar da existência de planos de resposta, os riscos sísmico e de tsunami na Região não são tão intensos como em outras regiões do país.
“Temos outras preocupações mais prementes. A aluvião de 20 de fevereiro marcou uma verdadeira mudança de paradigma”, afirma. Aliás, Richard Marques lembra igualmente que nos últimos anos os incêndios rurais foram a principal ameaça, mas hoje a atenção centra-se nos fenómenos meteorológicos extremos, cuja imprevisibilidade coloca desafios significativos.
“É preocupante porque não há capacidade de prever com exatidão quando e onde vão acontecer”, acrescenta, citando como exemplo os acontecimentos recentes na ilha do Porto Santo.
Para o líder da Proteção Civil regional, a preparação é a chave: “Temos de nos preparar para os piores cenários, de forma a nos capacitarmos para reagir aos fenómenos extremos. Esta é, de facto, a fatura a pagar pelas alterações climáticas”.