O presidente do Serviço Regional da Proteção Civil disse hoje, no fórum que debate os riscos ambientais, na sede do Serviço na Cancela, que a orografia da Madeira não permite chegar por via terrestre aos locais de maior risco de incêndio na Madeira.
“Não conseguimos chegar com meios terrenos aos sítios de maior risco”, disse Richard Marques, na sua intervenção inicial, que antecede um debate acerca do tema em apreço: Gerir Riscos Ambientais para criar resiliência e sustentabilidade no futuro”, um fórum que é promovido pelo Serviço Regional de Proteção Civil, em parceria com o JM.
Por não ser possível chegar aos sítios de maior risco através de meios terrenos, o presidente do Serviço Regional de Proteção Civil destacou o papel dos meios aéreos no combate, mas também as ações de prevenção operacional e de dissuasão de comportamentos de risco, que exigem “uma resposta musculada” para debelar os fogos logo “nos primeiros dois minutos”.
Richard Marques defendeu ainda que, nos meios rurais, o objetivo é “dominar” os incêndios nos “primeiros 90 minutos”, de modo a limitar a propagação das chamas.
Richard Marques advertiu, contudo, que essa rápida resposta não pode comprometer outros pontos de fogo que possam surgir.
“Essa capacidade tem de ser bem gerida porque podem aparecer novas situações, mas o sistema está montado para responder a novas situações que possam existir em simultâneo”.