O diretor clínico do SESARAM, Júlio Nóbrega, destacou o desafio da adaptação da classe médica à nova cultura tecnológica, defendendo que a inovação deve coexistir com o diagnóstico clínico e o bom senso.
Intervindo no fórum promovido pelo JM, no âmbito do Dia Mundial da Saúde, o responsável foi perentório: “O bom senso em saúde é ser científico”.
Júlio Nóbrega reforçou que os profissionais de saúde estão legitimados a recomendar apenas aquilo que tem base científica comprovada. “O médico não há dia do ano em que não leia um artigo científico novo”, afirmou, evidenciando a constante atualização da classe médica.
Sobre a utilização da inteligência artificial, considerou que esta “não é um fim em si mesmo”, mas sim uma ferramenta ao serviço dos utentes. “Serve para ajudar”, sublinhou.O diretor clínico garantiu ainda que a introdução destas tecnologias não constitui um obstáculo significativo, assegurando que as equipas estão preparadas para lidar com a inteligência artificial. Acrescentou que a sua implementação tem resultado também de um processo de reivindicação por parte dos profissionais, refletindo a necessidade de acompanhar a evolução tecnológica no setor da saúde. Mais notou que tem “havido uma grande aposta em recursos humanos”.