Há o risco de pedaços da fachada do Edfício Infante, na Avenida Arriaga, no Funchal, atingirem os transeuntes.
O alerta para o mau estado em que se encontram as fachadas da parte residencial do emblemático empreendimento (que noutra área aloja o centro comercial), foi dado ao JM pelo proprietário de um apartamento do quarto andar.
O Jornal esteve no local e, facilmente, se apercebeu do perigo iminente, também do lado virado para o mar.
Na varanda, João Andrade mostrou-nos uma pedra que lhe caiu de cima e “por pouco” não atingiu o filho, assim como o toldo remendado depois de ter sido perfurado por um pedaço do beiral.
É notório o estado de degradação de alguns elementos arquitetónicos que decoram as fachadas. Na falta de conserto, o dono do apartamento já se daria por satisfeito se essas partes salientes, colocadas como separadores dos andares, pudessem ser retiradas.
As fissuras são notórias assim como a falta de bocados (sinal de que já caíram) e o risco de a qualquer momento alguém ser atingido pela queda de inertes.
João Andrade, ex-emigrante na Venezuela, proprietário do apartamento desde 1997, está revoltado com a falta de solução da parte da entidade que gere o condomínio e adianta que
“só agora estão buscando dinheiro” para as obras, referindo-se a uma quota-extra aprovada em assembleia de condóminos.
“Enquanto não há obras, estamos em perigo”, afirma.