O grupo parlamentar do Juntos Pelo Povo reuniu-se este sábado com produtores de cana-de-açúcar na Tabua, onde foram manifestadas críticas ao aumento de dois cêntimos por quilo no preço da cana anunciado pelo Governo Regional PSD/CDS-PP.
“Na verdade, o que aqui vemos, de forma esclarecida, são contas que evidenciam a escravatura que o Governo impõe aos produtores”, diz Élvio Sousa.
Durante o encontro, agricultores exibiram cartazes com exemplos dos custos associados à produção e da diferença entre o valor pago ao produtor e o preço final de produtos derivados, como a aguardente de cana. Segundo os produtores, 1.000 quilos de cana rendem cerca de 620 euros ao agricultor, enquanto a aguardente obtida dessa quantidade pode gerar entre 2.500 e 3.000 euros no mercado.
O secretário-geral do partido, Élvio Sousa, considerou insuficiente o aumento anunciado e defendeu a necessidade de rever o preço pago aos produtores. O JPP propõe que o valor seja fixado em 70 cêntimos por quilo a partir de 2026, de forma a compensar o aumento dos custos de produção, como mão-de-obra, adubos e rega.