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Chega exige reconhecimento e proteção para mergulhadores profissionais

Data de publicação
07 Abril 2026
10:05

O deputado do Chega na Assembleia da República, Francisco Gomes, exigiu que o governo da República, liderado por Luís Montenegro, “reconheça aos mergulhadores profissionais uma categoria profissional própria, bem como o enquadramento da atividade como profissão de desgaste rápido, com direito a reforma antecipada”.

O parlamentar madeirense sublinha que “o grupo parlamentar do Chega já deu entrada de um projeto de resolução que recomenda precisamente esse reconhecimento, considerando que se trata de uma questão de justiça para profissionais que exercem funções de elevado risco”.

“Estamos a falar de homens que arriscam a vida todos os dias em condições extremas e que continuam a ser tratados como invisíveis pelo Estado. Se fossem imigrantes ou uma minoria coitadinha, eram mais respeitados”.

Francisco Gomes destaca que “o mergulho profissional envolve riscos constantes, incluindo acidentes graves, problemas de descompressão, exposição prolongada a ambientes hostis e um desgaste físico e psicológico significativo ao longo dos anos”.

O deputado refere ainda que “muitos destes profissionais acumulam lesões irreversíveis, muitas vezes sem qualquer reconhecimento adequado ou proteção social compatível com a exigência da profissão”.

“A cada mergulho, estes profissionais deixam parte de si no fundo do mar. E o Estado continua a ignorar essa realidade, como se estas vidas não contassem. Há dinheiro para tudo neste país, mas não reconhecem quem trabalha em condições duríssimas”.

O parlamentar salienta também “a importância desta atividade na Região Autónoma da Madeira, onde o mergulho profissional assume um papel relevante em diversas áreas, desde a manutenção de infraestruturas à atividade marítima e portuária”.

Francisco Gomes acusa “o governo de continuar a ignorar uma realidade evidente e de falhar na proteção de trabalhadores que desempenham funções essenciais”.

”Não reconhecer esta profissão como de desgaste rápido é mais uma prova do desrespeito do governo por quem trabalha em condições duríssimas. O Chega não compactua com esta injustiça e está sempre ao lado destes profissionais”.

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