O deputado do Chega, Francisco Gomes, defendeu uma valorização urgente e efetiva dos vigilantes de segurança privada, considerando inaceitável que uma profissão essencial para a segurança da sociedade continue “mal paga, desvalorizada e ignorada pelo Estado”.
Francisco Gomes sublinha que muitos vigilantes auferem atualmente cerca de 960 euros brutos, o que se traduz em aproximadamente 830 euros líquidos, acrescidos apenas de subsídio de alimentação em cartão e sem qualquer subsídio de risco, apesar de exercerem funções que implicam exposição diária a situações de conflito, violência, proteção de pessoas e salvaguarda de bens.
Para o deputado, existe uma desproporção entre o nível de responsabilidade e risco inerente à profissão e a compensação atribuída a estes profissionais, que, a seu ver, desempenham um papel fundamental na segurança da sociedade, frequentemente em articulação direta com as forças de segurança.
Francisco Gomes considera que esta realidade representa uma injustiça prolongada e um sinal claro de falta de reconhecimento por quem garante tranquilidade e ordem no dia a dia de milhares de cidadãos.
“Os vigilantes são uma linha silenciosa de proteção da sociedade. Trabalham em ambientes de risco, evitam conflitos, protegem pessoas e bens, e, no fim do mês, recebem salários que não refletem a responsabilidade que carregam. Isto é profundamente injusto”, diz.
O deputado anunciou ainda que o Chega irá apresentar na Assembleia da República propostas concretas para corrigir esta situação, garantindo melhores condições salariais, reconhecimento do risco profissional e maior proteção laboral para estes trabalhadores.
“Um país que exige segurança não pode continuar a virar as costas a quem a garante. Valorizar os vigilantes não é um favor. É uma obrigação! O Chega vai agir para repor justiça e dignidade a estes profissionais”, conclui.