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Chega condena “ausência de coragem” do Estado no combate à crise da habitação

Data de publicação
11 Janeiro 2026
12:37

O deputado do Chega, Francisco Gomes, acusou o governo da República de “fragilidade, falta de ambição e ausência de coragem política” no combate à crise da habitação, durante o debate em plenário do novo pacote de habitação.

Na sua intervenção, afirmou que o Estado “chegou tarde e chegou curto”, reconhecendo que algumas das medidas agora propostas — como a redução do IVA na construção, a simplificação do licenciamento e incentivos ao arrendamento — “são ideias que o Chega defende há anos”, mas o atual executivo ficou, na sua opinião, “a meio do caminho”.

Francisco Gomes considera que o país enfrenta uma crise “brutal” na habitação, “construída ao longo de décadas de más decisões”, e que o governo está a responder com “medidas temporárias, limites artificiais e medo de ir mais longe, falhando no essencial”.

O deputado apontou ainda que a “fragilidade” do governo de Luís Montenegro traduz-se “nas prioridades erradas”, denunciando que o Estado continua a ser “forte com quem cumpre e fraco com quem se aproveita”, com impacto direto no acesso à habitação, sobretudo para jovens e famílias portuguesas.

“Falhar na habitação é falhar no essencial. É expulsar jovens, destruir comunidades e abdicar do futuro. Este governo prefere remendos e propaganda a soluções estruturais!”, condena o parlamentar.

O madeirense eleito pelo Chega acusa ainda o Executivo de incoerência, afirmando que “dá com uma mão e tira com a outra”, ao anunciar reduções fiscais “enquanto aumenta custos indiretos, reavaliações e encargos, tornando pouco atrativo e até inviável a construção e o arrendamento duradouros”.

“Portugal precisa de ambição, estabilidade e prioridade nacional. Mas, enquanto este governo continuar fraco, sem coragem e sem autoridade, continuará a haver casa para todos os parasitas que vêm de fora, mas não para os portugueses”, critica.

O deputado concluiu afirmando que o Chega “continuará a exigir políticas de habitação sérias, estruturais e orientadas para quem trabalha e constrói o país”, defendendo que “na habitação, como no futuro, Portugal tem de ser dos portugueses”.

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