O PS-Madeira esteve esta manhã no Ribeiro Frio, mais precisamente junto à entrada para a vereda dos Balcões, que é um dos trilhos mais procurados.
Célia Pessegueiro em conferência de imprensa no Ribeiro Frio, adiantou que, “ontem o Grupo Parlamentar do PS deu entrada na Assembleia Legislativa a uma proposta de alteração ao regime jurídico dos percursos pedestres, no sentido de garantir o livre acesso dos residentes na Região a estes espaços naturais, isentando-os da referida pré-inscrição”.
“O PS-Madeira entende que os madeirenses têm o direito à livre circulação em todo o território regional e que o mesmo não pode ser condicionado pela obrigatoriedade de inscrição prévia para percorrerem os percursos pedestres da Região”, afirmou.
A presidente do PS recordou “as estimativas apontadas pelo próprio Governo Regional que dão conta de que apenas 2% dos utilizadores dos percursos são madeirenses”. “Com uma percentagem tão reduzida de utilização destes percursos por parte dos residentes, não faz sentido obrigar a toda esta logística de pré-registo. Mesmo que não se cobre para poder fazer o percurso, não faz sentido todo este trabalho prévio para poder usufruir de algo de que sempre usufruíram e cuidaram”, afirmou.
A líder socialista entende “a necessidade de gestão da quantidade de pessoas que circulam nos percursos, até por uma questão de segurança e de salvaguarda da natureza”, mas sublinha que, “sendo preciso reduzir acessos, tal deve ser feito do lado dos turistas, e nunca dos residentes”.
Célia Pessegueiro lembrou que “o PS tem vindo a alertar para este problema há já vários anos desde 2021, altura em que começou o ‘boom’ turístico chamando à atenção para a carga excessiva e para a necessidade de disciplinar a utilização dos trilhos, mas o Governo Regional ignorou os sucessivos alertas e agora, de repente, passou do 8 ao 80, introduzindo algo que atrapalha a vida dos madeirenses, que até de uma forma muito pontual é que utiliza estes percursos”, disse.
A líder socialista recorda que “o Executivo considerou este um ‘bom problema’ e critica que agora o Governo complique a vida a quem cá reside e que sempre usufruiu livremente destes percursos”. “Não faz qualquer sentido”, sustentou, afirmando que “os madeirenses têm de usufruir livremente do acesso aos percursos do seu território”.