A candidatura da CDU às legislativas regionais de 24 de setembro realizou hoje, no Garachico, concelho de Câmara de Lobos, uma iniciativa política em que a candidata ao Parlamento Regional, Carolina Cardoso, denunciou casos que consideram ser de negação ao direito ao desenvolvimento.
Na ocasião, Carolina Cardoso observou a circunstância de a população do Garachico esperar por uma promessa que ainda não se concretizou após 20 anos.
Referia-se à promessa de resolução do problema do saneamento básico. A candidata ao Parlamento salientou que aquilo que transparece é que "as zonas altas ficam sempre esquecidas".
Mais: "Os governantes não fazem nada para provar o contrário".
"Quantos abaixo-assinados foram postos a mexer pela população e sem resposta dos governantes? Muitos, e a população nunca baixou os braços. O povo do Garachico tem direito ao desenvolvimento e conta com as promessas feitas!»", questionou.
Colocando-se ao lado dos principais afetados, afirmou: "Só quem vive aqui sabe o quão prejudicial para a saúde pública esta situação é, e agora no Verão torna-se insuportável viver nestas condições. Os governantes não têm desculpa para deixar que esta situação se arraste".
Edgar Silva, cabeça de lista da CDU, usou da palavra para referir que "quando é negado o direito ao desenvolvimento cresce o mal-estar social".
De acordo com Edgar Silva, "o que aqui se verifica no Garachico, como em muitos outros lugares desta Região, é que a negação do acesso ao saneamento básico pelos governantes, para além da negação do direito ao desenvolvimento humano e social, este é um dos sinais indesmentíveis do trágico e sistémico aumento das desigualdades nesta Região Autónoma".
Para a CDU, "o abismo crescente entre ricos e pobres, que é causa do mal-estar social, também vem debilitando a Democracia e a Autonomia nesta terra. As brechas provocadas pelas tremendas desigualdades sociais provocam um i8mpacto negativo no plano político e social".
Em contraposição a esta realidade, a CDU afirma que "é possível viver melhor na nossa terra, mas para tal são necessárias outras prioridades e outras opções de modo a que a Autonomia seja colocada ao serviço dos trabalhadores e do povo".
Romina Barreto