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Carneiro diz que “autonomia sem responsabilidades é como um carro sem travões”

Alberto Pita

Jornalista

Data de publicação
08 Dezembro 2023
13:22

O candidato a secretário-geral do PS José Luís Carneiro foi apresentado hoje, por Paulo Cafôfo, numa ação de campanha no Fórum de Machico, como um político que o “inspirou” [na convenção autárquica do PS em 2012, na Encumeada] e como alguém “simples, mas cativante”.

A mandatária regional para as mulheres, Marta Freitas, vê, por seu turno, em José Luís Carneiro um “líder”, um “exemplo de diplomacia”, um “homem de pontes e diálogos”, “pró-ativo” e um político que procura a igualdade entre a Madeira e o Continente e entre os residentes e a diáspora.

Também a mandatária regional para a Juventude, Ana Celina Vale, destacou as “virtudes humanas” do candidato que “pode contar com os jovens para uma crescente fortificação do país”.

Numa sala com cerca de 100 militantes e muitas bandeiras agitadas, onde não faltaram socialistas que já tinham estado na ação de campanha de Pedro Nuno Santos no Funchal - casos de Victor Freitas e de Sérgio Gonçalves, por exemplo -, José Luís Carneiro falou de temas caros para os madeirenses. A autonomia e a emigração.

Carneiro recordou o seu percurso como secretário de Estado das Comunidades e o seu papel na crise política e financeira na Venezuela, no final da década anterior, que levou muitos milhares de emigrantes e luso-descendentes a saírem do país e virem para Portugal (e para a Madeira em particular), mas também falou da “inquebrantável força dos madeirenses que afirmam os valores humanistas de Portugal mundo afora”.

Depois de ter dito que voltou a ver “o brilho no olhar” de Paulo Cafôfo para construir uma nova Madeira, Carneiro acentuou a importância da persistência na política, dando o seu caso como exemplo no poder autárquico, em que primeiro perdeu para depois ganhar.

Aos militantes, alertou para os avanços da extrema-direita no estrangeiro, mas também em Portugal, destacou o trabalho do governo socialista para o aumento dos rendimentos das famílias, prometeu continuar as reformas na saúde e ainda garantiu, se vencer, apoios para as micro, pequenas e médias empresas.

Focando-se no caso concreto da Madeira, o candidato elogiou a moção da candidatura anterior de Sérgio Gonçalves para as eleições de setembro passado, por defender a diversificação da economia madeirense, insistiu que é necessário tirar maior proveito da rede da diáspora para colocar os produtores madeirenses no exterior e confidenciou que Paulo Cafôfo lhe ligou durante os últimos incêndios na Madeira e que o Governo da República se disponibilizou a ajudar, o que veio a acontecer com a chega de equipas de bombeiros do continente.

Prometeu analisar a lei de finanças regionais, uma nova política para o mar e rever o modelo de subsídio de mobilidade, ainda que não tivesse dito que solução defende. Hoje, o subsídio de mobilidade para a Madeira custa aos cofres nacionais cerca de 50 milhões de euros, como revelou Pedro Nuno Santos em entrevista recente ao JM.

José Luís Carneiro mostrou-se defensor da autonomia da Madeira, mas não a qualquer custo.

“Queremos autonomia com responsabilidade, porque autonomia sem responsabilidade é como um carro sem travões”, comparou.

A finalizar, assumiu-se, “sem falsas modéstias, o melhor candidato do PS”.

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