Bernardo Martins é o orador convidado na sessão de abertura do congresso regional do PS, desta feita para abordar a Autonomia Regional. A iniciar a sua intervenção, o socialista elogiou a inovação de Célia Pessegueiro, com esta abertura.
Depois de recordar os passos que levaram à autonomia regional, em 1976, o historiador defendeu mudanças legislativas, tendo em vista ao seu aprofundamento. Na sua ótica, e entre outras alterações, é necessário extinguir o cargo de Representante da República. “A autonomia não precisa de um polícia ou de um tutor”, argumentou, considerando que as funções deste cargo devem ser da responsabilidade do Presidente da República em ligação ao parlamento madeirense, mantendo-se a possibilidade do recurso ao Tribunal Constitucional, quando necessário.
Entre outras medidas, Bernardo Martins defende uma lei transparente, em que o governo regional não possa estabelecer contratos programas apenas com quem quiser, mas com todas as autarquias, independentemente da cor política, como, sublinha, acontece há anos. A possibilidade de listas independentes se candidatarem às eleições legislativas, é outra nota, bem como o retorno dos círculos eleitorais concelhios.
Mas, com o 50º aniversário da Autonomia no centro da sua intervenção, Bernardo Martins apelou a uma reflexão por parte dos partidos da oposição: “Será que todos os partidos souberam ter sempre a melhor postura reivindicativa em prol da Madeira e Porto Santo?” O socialista entende que o papel reivindicativo da oposição poderia ter sido mais atuante.
Falou sobre a conquista da democracia e da liberdade com a revolução dos cravos, de 35 de Abril de 1974. E, de cravo vermelho na mão, Bernardo Martins concluiu a sua intervenção sustentando que “O 25 de abril é que é a verdadeira raiz da autonomia madeirense”.