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“Ascensão do JPP a maior partido da oposição assentou em pilares estratégicos”, diz Élvio Sousa

Carla Sousa

Jornalista

Data de publicação
26 Abril 2026
10:20

O líder parlamentar do Juntos pelo Povo refere que “a ascensão do JPP a maior partido da oposição assentou em pilares estratégicos, de domínio e de visão de conjunto, alicerçados numa mensagem simples, objetiva, e de base popular, que muitas apelidam manhosamente de populista”.

Élvio Sousa defendeu a afirmação de um partido regional como resposta estruturada às dinâmicas autonómicas e à evolução do sistema político na Madeira, sustentando que o percurso do JPP resulta de uma construção pensada, com base cívica e apoio popular, e não de um fenómeno circunstancial.

Num comunicado enviado à redação, é referido que o dirigente enquadrou a criação do partido, afirmando que “Para quem tem estudado os fenómenos da aspiração autonómica, normalmente associados às movimentações das elites insulares, assistiu, em 2015, à criação do partido Juntos Pelo Povo (JPP)”.

O líder do maior partido da oposição explicou que “na base da sua criação esteve um projeto refletido e um pensamento teórico- académico, assente num movimento de cidadãos criado em Santa Cruz, e com destacável apoio popular. Um aspeto que diverge da grande maioria dos esforços de criação político-partidária anteriores”.

Numa perspetiva histórica, o parlamentar recordou que “a tentativa de um grupo formado pelo padre Augusto da Silva e de Luís Vieira de Castro de criar, em 1923, um partido regional foi em vão, talvez pelo seu carácter conservador, e demasiado ambicioso, sem o extensivo apoio popular”.

Sobre a estratégia política, o deputado defendeu que “é sempre preferível começar do particular para o geral, ou seja, consolidar um projeto político-social à escala mais reduzida, ganhar credibilidade e sustentabilidade, e depois alargar a sua extensão territorial”.

Élvio Sousa sublinhou ainda o enquadramento constitucional, referindo que “a revisão constitucional permitiu a criação de grupos de cidadãos eleitores às candidaturas dos órgãos autárquicos e, na prática, abriu uma janela de oportunidade para aglutinar frentes cívicas oriundas de fora dos aparelhos partidários”.

Dirigindo-se aos críticos, o deputado afirmou que “para aqueles que julgam que o JPP foi criado na base de um acaso ou de uma organização espontânea, sugere-se que leiam o Acórdão do Tribunal Constitucional n.º 256/95 que reconhece que os partidos, com alguma base regionalista, também são admitidos pelo ordenamento constitucional, observando que ‘há que distinguir entre a defesa dos valores regionais ou regionalistas em todo o País e a assunção de uma postura regionalista circunscrita a certa área do território nacional’”.

No plano estratégico, Élvio Sousa sustentou que “estamos em crer que o caminho deve ser a consolidação da base territorial, e depois repensar o futuro”.

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