Francisco Gomes, deputado do Chega eleito pela Madeira, fez esta tarde um discurso inflamado sobre o subsídio social de mobilidade, que, segundo disse, o partido quer deixar que se chame assim.
O deputado acusou o governo de “traição” e disse que o modelo vigente é “um sistema inquinado que transformou madeirenses e açorianos em fiadores de um sistema que nunca quiseram, que não foi criado para os proteger mas para garantir bolsos cheios às companhias aéreas”.
”O Estado fez da rota Lisboa-Funchal a mais cara do mundo, à custa dos ilhéus”, afirmou.
Referindo-se à proposta do Chega, que está na ordem dos trabalhos e pede a revogação da portaria do Governo, o parlamentar madeirense avançou que o partido quer “que deixe de se chamar subsídio a um direito compensatório, que acabe com exigências que trancam ilhéus em jaulas de mar social deixe de se chamar como tal, que madeirenses e açorianos paguem só e à cabeça o custo fixo”.
Francisco Gomes diz que a portaria do Governo não vai passar porque “onde está um ilhéu está um português que nunca se rende”.