MADEIRA Meteorologia

Agente de viagens alerta para aumento do custo das viagens

Paula Abreu

Jornalista

Data de publicação
07 Janeiro 2026
16:14

As alterações ao Subsídio Social de Mobilidade poderão resultar num aumento significativo do custo final das viagens aéreas para os residentes da Madeira e dos Açores, dificultando ainda mais o acesso ao transporte entre as regiões autónomas e o continente. O alerta é deixado por Pedro Araújo, administrador da agencia de viagens Bravatour, que analisou de forma prática o impacto do novo modelo.

Segundo explicou, em declarações à Rádio JMFM, apesar de o Governo destacar a redução do esforço financeiro imediato, a nova fórmula de cálculo pode traduzir-se, na realidade, em preços finais mais elevados, sobretudo em períodos de maior procura, como o Natal ou o verão. “Com esta alteração, aquilo que se vai verificar na prática é o aumento do custo no preço final, dificultando ainda mais o acesso às viagens”, afirmou.

Para ilustrar a diferença entre os dois regimes, Pedro Araújo apresentou um exemplo concreto. Num cenário em que uma viagem de ida e volta custa 700 euros, valor comum em épocas altas, no modelo anterior o passageiro adquiria duas viagens subsidiadas, pagando 79 euros por cada uma, num total de 158 euros.

Com o novo modelo, e admitindo que uma das viagens custa 300 euros e a outra 400 euros, o cálculo altera-se substancialmente. Embora o valor base pago pelo passageiro seja de 39,5 euros por cada percurso, o novo teto de 200 euros por viagem “one-way” implica o pagamento adicional da diferença sempre que o preço ultrapassa esse limite. Assim, no percurso de 300 euros acrescem 100 euros, e no de 400 euros mais 200 euros.

No total, explica o agente de viagens, o passageiro acabará por pagar 379 euros pela mesma viagem, mais do dobro do valor anteriormente suportado. “Uma viagem que antigamente custava 158 euros passa agora a custar 379 euros, o que representa um acréscimo muito significativo”, sublinha.

Pedro Araújo considera que este aumento é uma das principais preocupações associadas às alterações ao subsídio social de mobilidade, alertando para o impacto negativo que poderá ter no direito à mobilidade dos residentes das regiões autónomas.

Por outro lado, o agente de viagens criticou o Governo da República por não ter ouvido as agências de viagens no âmbito do processo de preparação da plataforma eletrónica. Pedro Araújo não tem dúvidas de que estas dariam um importante contributo, lembrando que, quando executivo madeirense criou a plataforma para o Estudante Insular, “que foi um sucesso, contou com as agências de viagens, como entidades gestoras, garantindo o acesso democrático a todos os clientes e estudantes”.

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