O ADN-Madeira manifestou a sua preocupação perante a greve geral convocada para o Dia do Trabalhador, lamentando que “o país atravesse um momento de contestação laboral alargada face ao que o partido classifica como uma ameaça a direitos adquiridos”.
O movimento coincide, ironicamente, com o dia em que o primeiro-ministro Luís Montenegro e a Secretária de Estado do Trabalho deverão celebrar o que o partido designa como um “retrocesso laboral”, comparando as medidas propostas a um recuo para o século XIX.
O ADN-Madeira considera que “o pacote laboral apresentado pelo Governo da República abre portas à precariedade laboral, à facilitação de despedimentos sem justa causa e ao assédio moral e sexual no local de trabalho, agravando um equilíbrio já frágil entre empregadores e trabalhadores”.
O partido sublinha ainda o impacto destas medidas no exercício da parentalidade, apontando-as como “um fator agravante do inverno demográfico português, num país envelhecido onde os jovens enfrentam cada vez maiores dificuldades para construir uma vida estável”.
Em tom crítico, o partido faz uma analogia com as declarações do primeiro-ministro sobre a necessidade de uma “mentalidade de Cristiano Ronaldo”, afirmando que #o Governo pede ambição de primeira liga mas oferece condições de segunda o que, na sua perspetiva, explica o contínuo êxodo de mão de obra qualificada para o estrangeiro”.
O ADN-Madeira não rejeita a ideia de flexibilização laboral, mas defende que, da forma como está estruturado, o atual pacote serve exclusivamente os interesses do patronato, prejudica a conciliação entre a vida familiar e profissional e representa, nas suas palavras, “um novo regime de escravatura em pleno século XXI”. O partido apela “a que as leis do trabalho promovam a estabilidade, a valorização e o desempenho, e não o seu contrário”.