MADEIRA Meteorologia

Funchal entre os concelhos mais caros do país para comprar e arrendar casa

Data de publicação
30 Abril 2026
10:35

O Funchal figura no top 10 dos concelhos com os preços de habitação mais elevados de Portugal, tanto na compra como no arrendamento.

Os dados do mais recente barómetro de concelhos do Imovirtual, referente a abril de 2026, colocam a cidade do Funchal com um preço médio de compra de €650.000, na décima posição do ranking nacional, e com uma renda média de €1.625 mensais, na quinta posição a nível nacional no arrendamento.

No que toca ao arrendamento, o Funchal é superado apenas por Cascais (€2.560), Lisboa (€1.850), Oeiras (€1.700) e Lagos (€1.650), destacando-se como o mercado de arrendamento mais caro da Região e um dos mais pressionados do país. Na compra, a capital madeirense um ranking nacional dominado pelo litoral, pelo Algarve e pelas regiões insulares.

O barómetro revela que, a nível nacional, os preços de compra variam entre os €67.000 em Vimioso e os €1.350.000 em Cascais, evidenciando uma disparidade crescente entre territórios. O top 10 dos concelhos mais caros é liderado por Cascais (€1.350.000), Grândola (€1.300.000), seguindo-se a Calheta, a Madeira (€920.000), Loulé (€799.000) e Castro Marim (€780.000). Completam o ranking São Brás de Alportel (€750.000), Oeiras (€720.000), Lisboa (€703.000), Faro (€654.500) e o Funchal (€650.000).

No arrendamento, a disparidade entre concelhos mantém-se evidente, com os valores a variar entre os €740 em Coimbra e os €2.560 em Cascais. Nos mercados mais acessíveis surgem Guimarães (€848), Leiria e São João da Madeira (ambos a €850), Beja (€855), Santarém e Aveiro (€950), Peniche (€1.000) e Nazaré e Braga (€1.100). Ainda assim, mesmo nos mercados mais acessíveis, os valores mantêm-se acima dos €700, evidenciando uma subida generalizada no custo do arrendamento em todo o país.

No que diz respeito à evolução dos preços, o barómetro destaca dinâmicas distintas entre concelhos. São Brás de Alportel regista a maior valorização anual, com um crescimento de 52%, passando de €495.000 para €750.000, refletindo a crescente atratividade dos mercados secundários. Em sentido contrário, Lisboa apresenta um ligeiro ajustamento de -2%, de €720.000 para €703.000, sinalizando uma possível fase de estabilização.

No segmento mais acessível do país, o top 10 dos concelhos com preços mais baixos apresenta uma realidade completamente distinta, com Vimioso a liderar com €67.000, seguido de Almeida (€69.000), Nisa (€69.500), Proença-a-Nova e Gouveia (ambos a €70.000), Mação, Penedono e Miranda do Douro (€72.500), Alfândega da Fé e Chamusca (€75.000).

Para Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, os dados traduzem uma mudança estrutural no mercado. A responsável considera que “os preços deixaram de refletir uma tendência nacional homogénea, passando a ser definidos por dinâmicas muito locais, onde concelhos com maior pressão da procura e menor oferta disponível continuam a valorizar, enquanto os mercados com menor liquidez tendem a estabilizar ou corrigir, acentuando as desigualdades no acesso à habitação entre territórios”.

OPINIÃO EM DESTAQUE

88.8 RJM Rádio Jornal da Madeira RÁDIO 88.8 RJM MADEIRA

Ligue-se às Redes RJM 88.8FM

Emissão Online

Em direto

Ouvir Agora
INQUÉRITO / SONDAGEM

O que representa o regresso do Marítimo à Primeira Liga?

Enviar Resultados
RJM PODCASTS

Mais Lidas

Últimas