O deputado do Chega na Assembleia da República, Francisco Gomes, exigiu que “as alterações aprovadas pelo parlamento nacional ao modelo de mobilidade sejam implementadas e acusou o governo de Luís Montenegro de ser um governo centralista, anti-autonomista e que não respeita as regiões autónomas e os seus direitos políticos”.
As declarações foram feitas durante uma audição ao ministro das Infraestruturas na Comissão de Infraestruturas e Mobilidade da Assembleia da República, onde Francisco Gomes é coordenador do grupo parlamentar do Chega.
”Este governo fala de autonomia nos discursos, mas na prática governa com uma visão centralista, tutelar e profundamente hostil às Regiões Autónomas. No que toca aos direitos dos madeirenses, este governo é uma fraude e um embuste”.
O parlamentar aproveitou ainda para criticar o secretário regional do Turismo, Eduardo Jesus, acusando-o de “se ter transformado num delegado comercial da EasyJet ao invés de defender os interesses da Madeira”. Francisco Gomes afirmou que “o governante se encontra desorientado e sem autoridade, chegando mesmo, segundo o deputado, a ser alvo de chacota por parte de antigos governantes regionais”.
”O secretário do Turismo armou-se em delegado comercial da ‘EasyJet’, anda perdido e já é motivo de gozo até entre antigos governantes regionais. Quem devia defender a Madeira escolheu ser porta-voz de interesses privados”.
O deputado foi mais longe e lançou um desafio ao governo da República, afirmando que, “se está verdadeiramente confiante na sua relação com a Madeira, então deveria submeter a independência da Região a referendo popular”. Para Francisco Gomes, “a resposta dos madeirenses seria suficientemente clara para expor o desgaste da relação entre a República e as autonomias”.
”Se estão assim tão certos da vossa posição, então referendem a independência da Madeira e verão a resposta que o povo vos dará. Talvez aí percebam o quão fartos os madeirenses estão de serem tratados como cidadãos de segunda e terceira”.