Novo rumo para o PSD nacional

No Congresso Nacional do PSD em Viana do Castelo, Fevereiro do ano passado, propus uma estratégia, e linhas de sua execução, que catapultassem para uma nova dinâmica partidária. 

Como é dos livros, tal assentava, desde logo, na definição do ADVERSÁRIO PRINCIPAL.

Que, para qualquer Democracia, é sempre o totalitarismo. Seja o fascismo comunista, seja o fascismo de extrema-direita. 

Continuando o Primeiro-Ministro um colaboracionista do fascismo comunista (PCP e "bloco") e, com o peso subsidiante que nesta crise tem sobre a comunicação social, um promotor decisivo da extrema-direita para tentar desgastar PSD e CDS, desta maneira António Costa tem de ser o alvo do rigor estratégico.

Mais a mais que, além destes fretes aos dois campos totalitárias, os socialistas, após já terem trazido Portugal à falência três vezes, neste momento mantêm-nos na cauda da Europa e ultrapassados por praticamente todos os países que, então mais atrasados, entraram na UE depois de nós!

A gestão nacional da pandemia foi o desastre que se viu. Ao ponto de, a certa altura, estarmos nos piores índices mundiais.

Sobretudo, vivemos uma obstaculização socialista à Reforma do Sistema Político caduco de 1976. Bem como uma sabotagem às Regiões Autónomas. E um impedimento à inadiável Descentralização Administrativa do Continente, cumpliciado pelos sectores da "classe política" que vivem deste mesmo Sistema.

Para uma minoria de Portugueses, o "socialismo" é uma religião. Fervor místico que substitui lacunas de um apostolado racional que devia ter acontecido na sociedade portuguesa. Mas, à maioria dos Portugueses, à que não confunde Dogma e Política, é evidente que interesses económicos poderosos, até internacionais e em grande parte nas mãos das "sociedades secretas", controlam Portugal através da fachada comuno-socialista deste situacionismo esclerosado!

O quadro explica ao que se chegou na Justiça.

Explica as profundas desigualdades sociais, quer pela produtividade baixíssima, quer pela deliberada aceitação de a pobreza ser mantida através de um mecanismo de "subsídios" que prolonga as pessoas nas mãos dos caciques subsidiantes.

Além do desprestígio internacional em que a República Portuguesa está mergulhada, que o inócuo da "festa" no Porto de um "Pacto Social" não disfarça, pois sem qualquer valor jurídico, todos percebem o porquê de tanto barulho quando o PSD exige a transparência dos compromissos dos Políticos e dos Magistrados.

Neste momento condeno o sentimentalismo de o PSD ter confundido "patriotismo" com o "não fazer ondas" nesta época de crise. Quando precisamente é necessária uma Oposição EFECTIVA, a tempo de corrigir os muitos erros, a tempo de acautelar a correcta resolução dos problemas gravíssimos que aí vêm, a tempo de reformar o Sistema Político.

Erradamente, tem-se abandonado à extrema-direita o monopólio da contestação do Sistema, apesar de já no Congresso Nacional de Viana do Castelo se perceber que Costa, "bonzo" dos "interesses" situacionistas e de apetite hidrófito pelo poder, Costa nada mudaria. Porventura ambiciona ser um Nicolas Maduro à europeia, veja-se agora a ocupação de propriedade privada em Odemira.

Já então, em Viana do Castelo, se conhecia o programa do Governo Costa, que afirmava taxativamente recusar qualquer reforma estruturante.

Já então, em Viana do Castelo, se constatava situações de clara falta de educação e de desconsideração do PSD por parte de António Costa, um indivíduo que é forte com os fracos e só pode ser posto em sentido por uma Oposição forte.

Em Viana, apesar de eu ter insistido que a Agenda Política fosse a do PSD, e não a de Costa e a do Presidente da República, deram palmas, mas "foram na onda". Pior. Vejo os mesmos grupos que estiveram nas ascenção de Passos Coelho, de novo mexerem-se para o regresso das "sociedades secretas", do "genocídio social" e da subserviência internacional. Estão, cada vez mais, a envolver decisores nacionais, regionais e autárquicos dos sociais-democratas!...

O PSD nacional tem de mudar. E JÁ!

Estar QUOTIDIANAMENTE na luta política.

Denunciar a propaganda socialista nas redes de comunicação social, onde tem as rédeas dos subsídios para as respectivas sobrevivências.

Defender a Classe Média com garra! Bem como os pequenos e médios Empresários e TODOS os que TRABALHAM, numa Oposição forte ao sistema de impostos asfixiante que, pela estatização, quer fazer de Portugal a Venezuela da Europa!

Prioridade a tudo o que leve à criação de EMPREGO!

Desmontar as mentiras Costa, demonstrando que "direita" não é o PSD, mas são todos os totalitarismos a que Aquele se alia ou promove.

Em Viana do Castelo apresentei seis linhas de percurso que agora, ainda mais, são actuais. Não posso explicá-las neste curto espaço de jornal.

Exorto todos os Sociais-Democratas portugueses a não estarem rotineiramente à espera das eleições autárquicas, para então se mexerem.

ACORDEM!