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Artigo de Opinião

15/12/2023 08:00

Este artigo passa por uma revisitação ao Sermão de Santo António aos Peixes, como resposta a uns certos po(l)vos que muito gostam de atacar as rémoras, com “conselhos sábios” e ataques subtis, desviando-se do caminho.

Que isto iria virar uma peixaria, não havia dúvidas, embora preferíssemos não usar animais nestas questões, mas já esperávamos ataques aos tubarões e às ditas rémoras.

Aproveitando que se aproxima o Natal, venho deixar aqui um conto, escrito com a ajuda de um amigo, de modo a fornecer alguns dados culturais que podem ser facilmente extrapoláveis para a realidade.

O sermão de Santo António aos peixes é uma obra incontornável da literatura portuguesa, e com o seu carater intemporal, passível de lições, incluindo para os Juntos Pelo Peixe, ou pelo populismo, ou pelo po(l)vo, como preferirem. Ainda que haja pessoas, que mesmo sendo biólogas de formação, consideram que percebem algo de peixe, parece que precisam ainda assim, de algumas noções de ecologia e do real papel dos seres vivos envolvidos neste ecossistema fabuloso e rocambolesco, que é o político.

No capítulo III, nos louvores em particular, lemos sobre as estimadas “Rémoras” o seguinte: “(..) Oh se houvera uma rémora na terra, que tivesse tanta força como a do mar, que menos perigos haveria na vida e que menos naufrágios no mundo! (..) a virtude da rémora, à qual, pegada ao leme da nau, é freio de nau e leme do leme.” Ora, este sermão, para já, até parece ter poderes futuristas do que aconteceria na pequena ilha da Madeira no ano de 2023. As rémoras, que demonstraram ter potencial, a limar e a limpar o ecossistema, primeiro de dentro e depois para fora, no sentido literal e figurativo, da confusão e apetite dos tubarões de todas as espécies, transmitindo ser uma relação importante e crucial para o balanço e limpeza do meio ambiente, neste caso político, garantindo que os tubarões não continuem a fazer a sujeira que sempre fizeram.

Mas, se continuarmos no sermão, tem também um capítulo V, das repreensões em particular, com uma panóplia de peixes, juntos, onde se poderá escolher e que representam bem alguns seres políticos. Quer sejam os “roncadores” pela soberba, arrogância e orgulho a que nos habituaram, os “voadores” que ainda “serão governo na Madeira”, mostrando as verdadeiras intenções, ou ainda o “polvo” representando a traição e sobre a qual escusamos tecer comentários, que esse assunto já entupiu comentários nas secções de cartas do leitor nos matutinos regionais.

Com tudo isto, dizer que aqueles que mais bem retratam a realidade, sejam, talvez os “pregadores”, exemplificando os parasitas e os oportunistas. A fome, a raiva, os ataques pessoais e o barulho na métrica usada são isso mesmo. Populismo do mais puro que há, barulho pelo barulho, guerra pela guerra, agarrar-se como uma craca que se cola à pele de uma tartaruga-marinha, vivendo dos tópicos fáceis e pomposos, dedicando-se apenas a esses. Para uns, no Continente, e durante muito tempo foram os ciganos. Para outros, cá, é o Armas, falando de pouco mais do que isso, seguramente “Pregados” ao casco desse navio.

Voltando às rémoras, antes uma rémora que impedirá excessos, limpará o ambiente e guiará o tubarão, do que uma craca parasitária disfarçada de lapa gourmet. Já se percebeu que os partidos se querem sérios, moderados e de debate. Não partidos que querem ficar bem na fotografia e que fazem o seu número artístico sempre que convém, mas que só contribuem para a desinformação.

OPINIÃO EM DESTAQUE
Coordenadora do Centro de Estudos de Bioética – Pólo Madeira
11/04/2024 08:00

A finitude da vida é um tema que nos confronta com a essência da nossa existência, levando-nos a refletir sobre o significado e o propósito da nossa passagem...

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