MADEIRA Meteorologia

Artigo de Opinião

Médico-Dentista

3/12/2023 04:00

Era uma vez um país que não tinha onde cair doente, mas que decidiu ajudar um que não tinha onde cair morto. Podia, muito bem, começar uma bonita história entre Portugal e a Ucrânia. Se nós, numa primeira tentativa de auxílio, decidimos mandar tanques Leopard 2 para aquele país do Leste... Desta feita, e porventura para nos desculparmos do mau estado dos mesmos, decidimos doar cuecas femininas novinhas em folha. Não acreditam? Palavra de honra. O nosso Ministério da Defesa atribuiu a uma empresa de Guimarães o contrato de confeção de 5 mil unidades. As “calcinhas” serão de 5 tamanhos diferentes. De algodão, com reforço de forro e cosidas em ponto de linha dupla de quatro fios. A decoração? Essa será com uma cinta ‘jacquard’ na parte superior, nas cores coiote, verde azeitona e preto. Estão a conseguir visualizar? Assim camufladas? Daquelas que estão lá, mas parece que não estão. Que se confundem no meio do matagal. Estão a ver? Lindas, lindas, lindas.... Tão lindas que até podiam ser usadas por fora!

Porém, tudo o que é bom, tem um preço. E estas não serão excepção. Cada uma custar-nos-á 6€ e têm 25 dias para serem entregues. Assim que a empresa têxtil as disponibilize, serão alvo de uma inspeção de qualidade! Sim, sim... Porque toda a gente entende que, para um cenário de guerra como o Donbass, se possam enviar tanques inoperacionais. Que não funcionem. Mas cuecas rotas para as militares usarem na Zaporíjia delas? Nem pensar. Se esta região estiver segura, pouco ou nada há a temer! Para tal, é preciso ver se as ditas cujas realmente têm qualidade. Se o algodão não engana. Se estão bem acabadas. Se, ao toque, não arranham. Enfim... Todo um controle de qualidade apertado e que pode muito bem ser feito por alguém especializado. Quem? De momento só me ocorrem nomes de padres... Se bem que, para a maior parte deles, a especialidade seja moda masculina. Boxers, portanto... Mas, uma vez que a Igreja não veio para excluir, estou certo de que davam um jeitinho. Até porque em tempo de guerra não se limpam armas, não é?

Tanto é que, ainda que noutros cenários de catástrofes, já se contam espingardas para as legislativas nacionais. Se O PSD vai submeter à aprovação dos órgãos do partido uma proposta de coligação eleitoral com o CDS, este cá já decidiu. Ou vai junto, ou vai juntinho. Juro. Pelo menos foi o que eu percebi aquando do jantar de Natal dos centristas. Rui Barreto defendeu a constituição de uma “coligação democrática” para enfrentar o PS e a esquerda. Até aqui nada de novo. O que me espantou foi mesmo o facto de, nesse convívio, terem estado 150 pessoas. Uma multidão. Das duas, uma. Ou foi oferecido e muitos nem sabiam ao que iam... Ou então é tudo família e foram fazer aquele frete típico da época! Seja o que for, a verdade é que não tenho nada com isso. Mas e o PAN? Não vai ser tido nem achado?

Um achado foi o cargo de presidente da CALRE - Conferência das Assembleias Legislativas das Regiões Europeias - ter saído novamente à Região. Em 2001 a rifa tinha saído a Miguel Mendonça. Desta vez, José Manuel Rodrigues nem precisou de usar expressões como “mil euros sem 1 cêntimo não são mil euros em substituição da famosa: mil escudos sem um escudo não são mil escudos” para conseguir garantir a unanimidade. Foi limpinho. Sem tempo a perder, sugeriu a criação de “um senado e de uma câmara de representantes das regiões junto da União Europeia”. É que o cargo é de um ano só e o futuro é já amanhã.... Aproveito então para endereçar os parabéns e informar que, se precisar, pode levar o motorista do Sérgio Gonçalves. Qualquer coisa eu dou-lhe boleia. Estou certo de que a nossa amizade não se vai esmigalhar por isso.

Por falar em deitar a perder, diz o Carlos Pereira que o novo líder do PS-M, Cafôfo de seu sobrenome, “escangalhou as coligações autárquicas e impediu que o partido formasse governo em 2019”. Que este “nunca acaba um único projeto e está sempre disponível para estar em todos”. Coitado do ainda Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. Por sorte, o senhor nunca foi coordenador do PS na comissão de inquérito à TAP e reuniu de véspera com a ex-CEO... Senão então o que não seria?! O rei ia nu, não?

OPINIÃO EM DESTAQUE

88.8 RJM Rádio Jornal da Madeira RÁDIO 88.8 RJM MADEIRA

Ligue-se às Redes RJM 88.8FM

Emissão Online

Em direto

Ouvir Agora
INQUÉRITO / SONDAGEM

O que se segue à demissão de Miguel Albuquerque?

Enviar Resultados
RJM PODCASTS

Mais Lidas

Últimas