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Artigo de Opinião

20/10/2023 08:00

Sobre este conflito, todos os dias vemos inúmeros "especialistas" com posições absolutamente maniqueístas: ou estão de um lado ou estão do outro. Como se não pudéssemos estar ao lado do humanismo, da compaixão, da solidariedade. Do lado da paz! E se fossemos nós os israelitas atacados? Se fossem os nossos familiares a terem sido decapitados - ou "apenas" mortos! - ou raptados? E se fossemos nós os palestinianos privados de água, eletricidade, bens alimentares e medicamentos? Se fossem os nossos filhos a serem enterrados, sob a montanha de detritos em que se transformou a Faixa de Gaza?

Hamas, Hezbollah e Jihad Islâmica não merecem qualquer crédito, tolerância ou indulgência. São movimentos terroristas que, antes de mais, aterrorizam o próprio povo que alegam defender. Não atacam alvos militares, mas populações indefesas. Por isso, estes grupos merecem, de facto, ser exterminados. Todavia, em seu nome, não vale tudo. É certo que não há um país que, em guerra, respeite o Direito Internacional Humanitário. Mas nós, enquanto civilização, que o criámos e defendemos, temos a obrigação de ser melhores do que aqueles facínoras. Sabemos que apenas respeitam a linguagem do ódio, da violência e do medo, e nada obsto a que a usemos contra terroristas. Mas que se tenha em atenção que os civis palestinianos não são diferentes dos civis israelitas, americanos ou portugueses.

E é bom que também nos recordemos que a besta ainda anda à solta na Síria, na Ucrânia, no Iémen, na República Democrática do Congo, no Afeganistão, em Mianmar ou no Haiti.

"Já chegámos à Madeira?"

Apesar de não ter origem definida, diz-se que esta expressão idiomática surgiu porque os homens que vinham nos barcos, provenientes da Europa, "transformavam-se" após a paragem no Funchal, de onde regressavam às embarcações complemente embriagados, criando balbúrdia e espalhando conflitos, gerando a confusão onde havia concórdia.

Por isso, até hoje, continua a ser utilizada para expressar desaprovação ou indignação.

Não é uma expressão cutchi, não é uma expressão simpática, não é uma expressão engraça. É ofensiva, é aviltante, e tem como finalidade humilhar.

Mas, curiosamente, foi desta expressão que António Costa se lembrou, durante o debate com a líder do PAN, na tentativa de fazer uma piadola com o acordo estabelecido entre o PSD e o PAN, na Madeira. Que eu saiba, nenhum deputado manifestou sua indignação no hemiciclo, com esta ofensa ao povo madeirense. Mas como "quem não sente não é filho de boa gente" e porque Costa, de facto, ofendeu a minha Região e o meu povo, fica cá o que penso da sua graçola: o PM portou-se como uma verdadeira besta à solta e apenas lamento que não lho tenham dito, cara a cara, imediatamente.

À socapa

Após a estrondosa derrota das últimas eleições regionais, o PS-M marcou reunião, da sua Comissão Regional, para uma quarta-feira, para o meio da tarde, a ver se alguns dos críticos da atual direção, e daquela que se prepara para a substituir, não aparecessem. Uma reunião feita à socapa, para evitar discutir o desastre que foi a liderança de Sérgio Gonçalves e para tentar vender a ideia de unanimidade no partido, quanto à solução Paulo Cafôfo. É este mesmo partido que apregoa tanto os valores da democracia, da transparência, da participação e da igualdade e que, depois, como bem classificou Carlos Pereira, porta-se como uma seita. São estes senhores que querem dar lições de urbanidade, convivência democrática e elevação. Sim, parece que também por aqui, a besta anda à solta.

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