Em 2021, cerca de 23% das empresas portuguesas com 10 ou mais trabalhadores utilizaram dispositivos ou sistemas interconectados que podem ser monitorizados ou controlados remotamente através da Internet (Internet das coisas - IoT), mais 10% que no ano anterior. Portugal encontrava-se 6% abaixo da média dos 27 países da União Europeia (UE27), ocupando o 16.º lugar neste ranking.
encontrando-se acima da média no caso das médias empresas (35%) e das grandes empresas (46%).
Por sector de atividade, a utilização de dispositivos interconectados monitorizados ou controlados remotamente pela Internet nos sectores "eletricidade e água" (41%), "alojamento e restauração" (30%) e "comércio por grosso e a retalho" (28%) superou a média nacional.
De acordo com este relatório, neste cenário, as empresas utilizaram equipamentos de IoT sobretudo para segurança das instalações (86%), gestão do consumo de energia (32%), gestão logística (21%), processos de produção (19%), monitorização das necessidades de manutenção (18%) e serviço ao cliente (13%).
Já, em 2020, 30,1% dos utilizadores individuais de Internet dispunham de algum equipamento de uso pessoal com acesso à Internet, valor superior à média da UE27, e 19% dispunham de algum equipamento doméstico com ligação à Internet. Noutra perspetiva, 23,6% do total de indivíduos dispunham de algum equipamento de uso pessoal com acesso à Internet, valor superior à média da UE27, e 14,8% dispunham de algum equipamento doméstico com ligação à Internet.
Entre os equipamentos de uso pessoal analisados, destacam-se: os relógios inteligentes, pulseiras de fitness, óculos ou auscultadores, equipamentos de localização por GPS, roupas, sapatos ou acessórios (23,8% dos utilizadores de Internet); os automóveis equipados pelo fabricante com conexão à Internet sem fios (8,6%); e os equipamentos conectados com a Internet para cuidados médicos e de saúde (7,2%).
Por sua vez, entre os equipamentos domésticos analisados, salientam-se os assistentes virtuais (9,7%), as soluções de segurança (6,6%), os eletrodomésticos (5,6%) e os equipamentos que permitem gerir a energia da casa (5,1%).
Estes equipamentos domésticos e de uso pessoal com ligação à Internet foram mais utilizados pelos indivíduos com maiores níveis de escolaridade e com menos de 45 anos.
Redação