O Projeto Gigantes Verdes quer capacitar este ano pelo menos 325 ‘embaixadores’, voluntários capazes de identificar e monitorizar árvores de grande porte nas suas regiões, contribuindo para a proteção da natureza.
Segundo a associação Verde, num comunicado divulgado hoje, de janeiro a outubro do ano passado foram formados mais de 250 embaixadores e realizadas formações presenciais ou caminhadas, entre outras iniciativas, em concelhos de todo o país.
A recolha de dados permitiu mapear mais de 17.000 árvores, ultrapassando a meta inicial de 7.500, e foram registadas “informações detalhadas sobre dimensões, estado de conservação, identificação taxonómica, presença de micro-habitats e riscos associados, tendo sido identificadas 1.190 árvores com características que permitem a sua classificação como Árvores de Interesse Público (AIP)”, indica o comunicado.
Os dados compilados serão a base técnica para criar projetos de valorização do património arbóreo e florestal nacional nos próximos anos.
Ao mapear as árvores de grande porte, os embaixadores contribuem para a preservação do património natural de cada região, destaca a Verde, segundo a qual serão formadas pessoas em Amarante, Anadia, Loures, Maia, Ponte de Lima e Porto. O projeto também envolve empresas, organizações e autarquias.
A Verde – Associação para a Conservação Integrada da Natureza, é uma organização dedicada à proteção do meio ambiente e à promoção da sustentabilidade em Portugal. Procura envolver as comunidades locais em ações de conservação e educação ambiental.
Gigantes Verdes são árvores com mais de 1,5 metros de perímetro de tronco a 1,3 metros do solo. O que indica que uma pessoa adulta não as consegue abraçar.
“São árvores que desempenham um papel crucial na preservação da biodiversidade, sequestro de carbono e na mitigação das alterações climáticas”, diz a associação.