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OE2022: Chega defende isenção de IMI para bombeiros voluntários

JM-Madeira

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Data de publicação
17 Maio 2022
18:46

O Chega defendeu hoje uma isenção de IMI para as habitações dos bombeiros voluntários e do pagamento de portagens quando estiverem em serviço, além de um "sistema de saúde sustentado e comparticipado".

Uma delegação do Chega, encabeçada pelo presidente do partido, André Ventura, visitou hoje o quartel dos Bombeiros Voluntários de Camarate, Loures (distrito de Lisboa).

Em declarações aos jornalistas no final, o líder do partido da extrema-direita afirmou que propôs, no âmbito do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), "uma isenção nacional de IMI para os bombeiros".

De acordo com a proposta de alteração ao OE2022 disponível na página da Assembleia da República, o Chega quer que fiquem "isentos de imposto municipal sobre imóveis, desde que seja para habitação própria e permanente, os bombeiros voluntários".

"É um sinal e um estímulo que damos àqueles que lutam pela nossa vida, pela nossa segurança e pela segurança do país", defendeu André Ventura.

O líder do Chega referiu que "há municípios que isentam os bombeiros de IMI, mas se eles não viverem nesta área têm que pagar IMI porque vivem numa zona que não é a da sua corporação", afirmando que na corporação de Camarate existem "bombeiros que pagam IMI e outros que não pagam IMI".

Na sua ótica, isto "é absolutamente anacrónico".

Aos jornalistas, André Ventura considerou também que "os bombeiros na sua ação, no seu serviço, não podem pagar portagens" e defendeu "um sistema de saúde sustentado e comparticipado".

"A sua saúde é o primeiro a estar em risco para defender a nossa saúde. É daqueles casos que justifica um investimento público efetivamente eficaz", salientou.

Nesta visita, que serviu para "ouvir algumas das preocupações" dos bombeiros e transmitir-lhes "também algumas das medidas" defendidas pelo Chega, o líder do partido disse ter visto "equipamentos que têm mais de 30 anos".

Também do que teve oportunidade de ver pelo país, Ventura relatou quartéis com "instalações com décadas, instalações degradadas muitas vezes, equipamentos obsoletos e a necessitar de recuperação e a necessidade de um investimento público imediato nesta matéria".

"Estamos num período que é a antecâmara, provavelmente, do período mais crítico em termos de incêndios. Estamos em maio, vamos entrar em breve no período de incêndios e era importante saber que os nossos bombeiros estão em condições de nos defender e o que é que precisam efetivamente", defendeu o deputado.

LUSA

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