“O Município de Oeiras presta hoje homenagem à memória de Francisco Simões, uma das figuras maiores da arte portuguesa contemporânea, cuja obra e presença marcaram de forma profunda, sensível e duradoura a vida cultural do concelho e do País”, refere a página oficial da autarquia na redes sociais.
Em Oeiras, Francisco Simões, de acordo com a nota, “foi mais do que um artista convidado: foi um construtor silencioso de ecossistemas culturais. As suas primeiras intervenções na Livraria Galeria Municipal Verney, em estreita proximidade com David Mourão-Ferreira, ajudaram a afirmar um espaço onde palavra, imagem e pensamento crítico se encontravam com naturalidade. Ali se formaram leitores, artistas e cidadãos; ali se ensaiou, em escala íntima, uma ideia de cultura acessível e exigente que viria a ganhar expressão plena no espaço público”.
“O Município de Oeiras reconhece, com gratidão e respeito, a marca indelével que Francisco Simões deixou no território e na sua identidade cultural. A sua obra permanece inscrita no quotidiano, no espaço partilhado, na forma como caminhamos, lemos e habitamos a cidade. E permanece também algo menos visível e talvez mais duradouro: uma ética do cuidado, da atenção e da permanência”.
“Hoje, Oeiras despede-se de Francisco Simões com o reconhecimento devido a quem soube transformar a arte num gesto de humanidade. A cidade guarda-lhe o nome, a obra e o exemplo, e fá-lo também de forma concreta pois, na passada segunda-feira, foi deliberado em reunião de Câmara atribuir-lhe um topónimo no concelho de Oeiras, assegurando que o seu nome continuará inscrito, de forma viva e permanente, na geografia e na memória coletiva do território”.