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Morais Sarmento: Montenegro elogia “sensibilidade política” e “coragem como governante”

Data de publicação
07 Março 2026
11:43

O primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís Montenegro, manifestou hoje “profunda tristeza” pela morte de Nuno Morais Sarmento, que elogiou pela “inteligência e sensibilidade política” e pela “coragem como governante”, dando como exemplo a reestruturação da RTP.

O advogado, antigo ministro da Presidência e dirigente do PSD Nuno Morais Sarmento morreu hoje, aos 65 anos.

“Recordo Nuno Morais Sarmento e a sua inteligência e sensibilidade política, a sua capacidade de análise e a qualidade jurídica, e a sua coragem como governante, evidenciada por exemplo na reestruturação da RTP”, escreveu Luís Montenegro, na sua conta na rede social X.

O presidente do PSD recordou a “amabilidade e companheirismo” de Nuno Morais Sarmento no Congresso do partido realizado em Almada, no distrito de Setúbal, em 2023, “e a sua colaboração recente como presidente da FLAD”.

“É com profunda tristeza que endereço sentidas condolências à família e partilho a saudade que já sentimos dele”, acrescentou o chefe do Governo PSD/CDS-PP.

Nuno Morais Sarmento foi ministro da Presidência do XV Governo, chefiado por José Manuel Durão Barroso, entre 2002 e 2004, e depois ministro de Estado e da Presidência, também com a tutela dos Assuntos Parlamentares, do XVI Governo chefiado por Pedro Santana Lopes, até 2005 – dois executivos de coligação PSD/CDS-PP.

No PSD, foi vice-presidente nas direções de Durão Barroso - que sucedeu a Marcelo Rebelo de Sousa na ldierança do partido - e, mais recentemente, de Rui Rio.

Teve nos últimos anos um cancro no pâncreas que obrigou a prolongadas hospitalizações e várias cirurgias. Depois disso, foi presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) entre agosto de 2024 e janeiro deste ano, quando apresentou a demissão invocando falta de condições pessoais e de saúde.

Nuno de Albuquerque de Morais Sarmento, nascido em Lisboa, em 31 de janeiro de 1961, licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, em 1984, com uma pós-graduação em Direito Comunitário, pelo Centro de Estudos Europeus da Universidade Católica Portuguesa, em 1996.

Foi também assessor da Provedoria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, membro fundador da Comissão Nacional de Proteção de Dados, membro do Conselho Superior do Ministério Público e da Autoridade de Controlo Comum de Schengen.

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