O mau tempo causou danos em estufas e culturas agrícolas na região Oeste, provocando prejuízos entre 5 e 10 milhões de euros (ME), estimou hoje a Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste (AIHO).
“Temos danos parciais ou totais nos plásticos e estruturas das estudas e culturas instaladas com perca total”, sobretudo de tomate, cuja campanha está a começar, afirmou à agência Lusa o presidente da AIHO, Sérgio Ferreira.
“Houve estruturas resistentes até ventos de 150 quilómetros/hora que estão completamente ou parcialmente vergadas”, detalhou.
Os produtores de morangos voltaram a ter danos nas estufas desta cultura.
Os prejuízos são estimados entre os 5 ME e os 10 ME.
A associação, que tem associados nos concelhos de Torres Vedras, Peniche e Lourinhã, está a dar apoio a todos os agricultores da região no sentido de fazer o levantamento dos prejuízos e os reportar ao Ministério da Agricultura.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.