MADEIRA Meteorologia

Mau tempo: Governo está a estudar formas de financiamento para reconstrução

Data de publicação
29 Janeiro 2026
14:55

O primeiro-ministro disse hoje que o Governo está a estudar as formas de financiamento e mecanismos para apoiar a reconstrução das zonas afetadas pelo mau tempo, assegurando que as populações terão ajudas.

“Hoje, ao início da manhã, o Conselho de Ministros resolveu decretar a situação de calamidade para todas as zonas que foram afetadas. Com isso, não direi que elevámos nenhuma prontidão em termos de recursos e meios disponíveis (...), o que começámos a desenhar são os mecanismos para, de uma forma mais célebre, mais rápida, menos burocrática, mais expedita, podermos colocar todos os trabalhos de recuperação no terreno”, afirmou Luís Montenegro, em Leiria, um dos concelhos mais afetados pela depressão Kristin.

Segundo o chefe do executivo, nesta fase o Governo está a incluir na resolução “um conjunto de instrumentos que irá estar à disposição de todos os municípios, com a coordenação das comissões de coordenação e desenvolvimento regional, com todos os departamentos do governo”.

O objetivo será ter “formas mais rápidas, mais expeditas, mesmo do ponto de vista dos procedimentos, excecionando algumas exigências que em condições normais alguns procedimentos teriam de ter, para poder o mais rápido que seja possível repor o essencial”.

“Isso vai, naturalmente, também comportar um esforço financeiro grande e nós estamos neste momento a estudar a melhor fonte de financiamento, sendo certo que as pessoas não deixarão de ter essas ajudas”, assegurou.

Adiantando a necessidade de fazer o levantamento do alcance dos prejuízos, Luís Montenegro referiu que, embora a depressão Kristin tenha passado, nos próximos dias “há riscos associados” devido à chuva e vento previstos, admitindo como inevitáveis cheias e inundações, porque os terrenos não conseguem absorver mais água.

O primeiro-ministro adiantou que o Governo está em contacto com as instituições europeias e que os mecanismos de solidariedade a que puder recorrer, o país vai recorrer, “esperando que outros meios de reparação possam também ser mais rápidos”, no caso as seguradoras.

Questionado sobre quando será o restabelecimento de eletricidade, água ou telecomunicações nos concelhos afetados, o chefe do Governo adiantou que está a ser feita a mobilização de um “conjunto muito significativo de geradores para esta região”, com a e-Redes a providenciar uma subestação itinerante, para “colmatar todos os prejuízos que as próprias subestações tiveram”.

“Com todo o sentido de responsabilidade, ainda não tenho informação suficiente” para indicar quando é que vai ser restabelecida eletricidade nas áreas afetadas, declarou, recusando “dar um horizonte que depois possa ser ultrapassado”.

Segundo o primeiro-ministro, só não está a ser levado para a região de Leiria “aquilo que tem de ser o mínimo que tem de estar em prontidão para a possibilidade de ocorrerem outras necessidades em território nacional”.

À pergunta sobre os valores que o Governo vai despender para fazer face aos estragos, Luís Montenegro disse não ter ainda uma estimativa sobre o montante do apoio.

Confrontado se vai retirar alguma lição desta intempérie, depois dos incêndios, e de como o país tem de estar preparado para enfrentar fenómenos meteorológicos, o primeiro-ministro garantiu que de ocorrências como a de quarta-feira o Governo tira “lições e ilações”.

“Do ponto de vista da nossa organização interna, de organização dos serviços, de todos os mecanismos de cooperação, estamos hoje ainda mais ágeis do que estávamos há cinco meses e, com a experiência que vamos recolher desta situação, estaremos ainda mais no futuro”, acrescentou.

Considerando que, “apesar de toda a adversidade e de haver uma ou outra situação mais dramática”, Luís Montenegro destacou a “capacidade de resposta coletiva”, que “está a ser muito grande”, mas alertou que ultrapassar esta situação vai demorar semanas ou mesmo meses.

No caso concreto de Leiria, algumas obras em curso “tiveram um passo atrás e precisarão de reforço”, até recalibrando o calendário e os termos de financiamento, admitiu.

“Estamos no maior ano de execução de projetos ao abrigo do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência], que têm um calendário próprio e que, em muitos casos, na Região Centro, vai ficar prejudicado”, pelo que o Governo está a trabalhar no sentido de que não se perderão verbas, acrescentou.

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