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Mau tempo: Câmara de Leiria volta a apelar a entrega de bens essenciais

Data de publicação
01 Fevereiro 2026
18:17

A Câmara de Leiria informou hoje que o surgimento de novas situações sinalizadas, na sequência da depressão Kristin, verificou-se um novo aumento das necessidades de bens essenciais, sobretudo ao nível da alimentação.

“Depois do último apelo, a resposta da nossa comunidade foi extraordinária”, divulgou a autarquia, informando que os bens recolhidos “foram distribuídos pelas juntas e uniões de freguesias, permitindo dar resposta às necessidades identificadas nessa fase”.

No sábado, a Câmara de Leiria, tinha informado que os bens alimentares e artigos de higiene entregues tinham já ultrapassado as necessidades, pedindo à população para cessar a entrega.

“Pedimos à população que não entregue mais bens alimentares, nem artigos de higiene, uma vez que as necessidades nestas áreas se encontram largamente supridas”, informou o município.

Já hoje, a Câmara informou que “a procura foi muito superior” ao que inicialmente se previa, pelo que “à medida que o trabalho no terreno prosseguiu e que novas situações foram sinalizadas, verificou-se um novo aumento das necessidades, sobretudo ao nível da alimentação”.

Por esse motivo, o município de Leiria voltou hoje a apelar à entrega de bens alimentares não perecíveis.

Os mesmos podem ser entregues no Estádio Municipal – Porta 10, onde os bens estão a ser recolhidos por funcionários e voluntários que tem participado nas ações para ajudar o concelho a recuperar a normalidade.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.

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