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Mau tempo: Analisados 10.000 pedidos de apoio para habitações e pagos mais de 3.000

Data de publicação
21 Abril 2026
14:09

O coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstruir da Região Centro, após as recentes tempestades, afirmou que os municípios analisaram, até hoje, 10 mil pedidos de apoio para habitações, dos quais foram pagos mais de três mil.

Paulo Fernandes, hoje ouvido no parlamento a pedido do PS, afirmou que, após uma primeira fase de arranque “um pouco mais complicada”, o processo de análise e a atribuição de apoios está a entrar numa “velocidade de cruzeiro”, e confirmou, como já estimado pelo ministro da Coesão Territorial, que a esta velocidade o processo deve estar concluído até ao final de junho.

No caso dos danos em habitações, entraram quase 36 mil candidaturas a apoios à reconstrução, das quais foram analisadas até hoje 10 mil pelos municípios, referiu.

“Temos cerca de três mil candidaturas, neste momento, pagas pelas CCDR [Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional]. Só para dar o número exato, ao dia de hoje (...) estamos com cerca de 3.068 candidaturas pagas pelas diferentes CCDR”, afirmou.

Por outro lado, foram indeferidas até hoje 2.400 candidaturas (cerca de 40% dos processos apresentados).

Existem ainda cerca de três mil candidaturas “em processo de repescagem”, por inicialmente terem apresentado problemas ou terem levantado dúvidas, passíveis de serem resolvidos.

Em termos de valores, o número médio pedido pelas candidaturas ronda os 5.300 euros, mas o valor médio que está a ser pago são 3.058 euros, salientou.

Ainda na questão das habitações afetadas, as companhias de seguros pagaram cerca de 300 milhões de euros de prejuízos nas habitações.

Segundo Paulo Fernandes, 27% dos candidatos à medida de apoio para estragos em habitações até 10 mil euros também têm seguro.

“Estes dois movimentos estão a decorrer em simultâneo, sendo que, depois, se o seguro pagar, obviamente, há encontro de contas relativamente às pessoas que fizeram as suas candidaturas”, explicou.

Cerca de 750 técnicos de ordens profissionais estão a ajudar as câmaras a validar os danos apresentados pelas candidaturas, a que acrescem técnicos dos municípios que, “no momento mais elevado de utilização”, conseguiram até hoje cerca de 300 técnicos municipais em simultâneo.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem, entre janeiro e fevereiro, das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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