O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, pediu hoje ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que “atue imediatamente” na sequência dos ataques aéreos lançados por Israel e pelos Estados Unidos.
Numa carta enviada à ONU, Araghchi afirmou que Washington e Telavive devem “arcar integralmente com as consequências das suas ações ilegais”, sublinhando que o Irão agiu em “legítima defesa”.
O chefe da diplomacia iraniana exigiu ainda que a comunidade internacional “condene este ato de agressão”.
O Conselho de Segurança, onde os Estados Unidos dispõem de direito de veto, anunciou que se reunirá hoje às 16:00 em Nova Iorque (21:00 em Portugal continental) para debater “a situação no Médio Oriente”, após a operação militar norte-americana contra o Irão.
Israel e Estados Unidos lançaram hoje um ataque contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou “eliminar ameaças iminentes” do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.
Os líderes de França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos e apelaram ao regresso às negociações, num contexto de crescente instabilidade na região.
Segundo as autoridades iranianas, os bombardeamentos já provocaram pelo menos 85 mortos e cerca de 50 feridos.