As crianças e jovens em risco acolhidas em famílias de acolhimento aumentaram 30% na sequência de uma campanha nacional que permitiu reduzir os casos de menores enviados para instituições, revelou hoje o Governo.
“Em novembro 2024, fizemos uma campanha nacional de acolhimento familiar”, recordou hoje a secretária de estado da Ação Social e Inclusão, Clara Marques Mendes, que está a ser ouvida no parlamento a pedido do PS.
O objetivo da campanha nacional era “criar condições para que cada criança tenha a oportunidade de viver numa família enquanto a sua família biológica se restabelece”, explicou Clara Marques Mendes, considerando que o número de famílias de acolhimento e de crianças enviadas para essas famílias era “residual”.
Em novembro de 2024, havia 388 famílias de acolhimento certificadas que permitiam ter 356 crianças a viver com essas famílias, segundo dados da secretária de estado que revelou ainda que, nessa altura, “havia 6.143 crianças em regime de acolhimento”.
Um ano após o início da campanha nacional, aumentou “significativamente o número de famílias de acolhimento e de crianças acolhidas”, disse, revelando que em novembro de 2025, havia “520 família de acolhimento da bolsa nacional e 462 crianças em família em acolhimento”.
Por outro lado, as crianças institucionalizadas tinham passado para as 5.987.
“Como é que um país tinha há tantos anos um valor tão residual de acolhimento, quando a lei define que a prioridade tem de ser o acolhimento familiar? Como é que chegamos a 2024 e temos um valor tão residual abaixo dos 5%?”, questionou a secretária de estado, defendendo que é preciso garantir a desinstitucionalização”.
Clara Marques Mendes garantiu que além de trabalharem para aumentar os números das famílias de acolhimento, também continuam “a trabalhar com as suas famílias para que estas crianças possam regressar às suas famílias biológicas”.