O deputado madeirense do Chega, Francisco Gomes, criticou o PS e o PSD por “terem votado contra a proposta do CHEGA que estabelecia a isenção de IMI para imóveis destinados a habitação própria e permanente, com valor patrimonial tributário até 350 mil euros, acusando ambos os partidos de não quererem resolver a crise da habitação”.
A iniciativa do CHEGA pretendia “aliviar de forma imediata a pressão fiscal sobre as famílias, sobretudo a classe média, num contexto de subida acelerada dos preços das casas, de esforço financeiro excessivo e de deterioração do acesso à habitação”. Possibilitando “dar resposta ao desfasamento criado pela evolução dos preços, propondo uma isenção de IMI por seis anos, prorrogável, para quem adquire casa para viver”.
Francisco Gomes sublinha que “PS e PSD gostam de discursos e anúncios mediáticos, mas chumbam medidas concretas que reduzem custos permanentes para as famílias e atacam as causas reais da crise habitacional”. O deputado aponta que “manter o IMI sobre a habitação própria é perpetuar um modelo fiscal que penaliza quem trabalha e tenta fixar-se no país”.
O parlamentar acusa ainda socialistas e sociais-democratas de “protegerem interesses instalados e de alimentarem um mercado sobreaquecido, empurrando jovens e famílias para a precariedade, adiando projetos de vida e agravando problemas sociais”, apontando que “o voto contra mais confirma que os partidos do sistema não querem enfrentar a crise, preferindo manter impostos elevados sobre a casa onde as famílias portuguesas vivem”.