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Dois agentes da PSP acusados de crimes de tortura e violação

Data de publicação
15 Janeiro 2026
8:50

Os dois agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) que exerciam funções na esquadra do Rato, em Lisboa, e que se encontram em prisão preventiva foram acusados de tortura e violação, visando sobretudo toxicodependentes, sem-abrigo e estrangeiros.

De acordo com a SIC Notícias, que teve acesso à acusação do Ministério Público (MP) e a noticiou na quarta-feira, os dois polícias, de 21 e 24 anos, foram detidos em 10 de julho do ano passado, após buscas domiciliárias e nas esquadras do Bairro Alto e Rato, em Lisboa, e encontram-se em prisão preventiva. Foi a PSP que denunciou os factos em investigação.

Os dois arguidos foram acusados pelo MP de crimes de tortura, abuso de poder, violação, ofensas à integridade física, entre outros.

Na acusação é referido que os dois agentes agrediam pessoas que tinham detido com “socos e chapadas e coronhadas na cabeça, tendo inclusivamente filmado e fotografado algumas dessas situações e as respetivas vítimas”.

O Ministério Público conta na acusação que os agentes escolhiam maioritariamente toxicodependentes, pessoas que cometeram pequenos delitos, muitos com nacionalidade estrangeira e ilegais, ou em situação de sem-abrigo.

Um dos casos relatados é o de um cidadão marroquino que alegadamente terá sido sodomizado com um bastão por um dos arguidos e espancado e depois levado no carro patrulha e abandonado na rua.

“O uso do bastão para sodomizar é relatado noutra situação, onde também foi utilizado o cabo de uma vassoura. Tudo filmado e muitas vezes partilhado em grupos de WhatsApp com dezenas de outros polícias”, segundo a SIC.

Outros dos casos relatados é o de um homem estrangeiro que tinha sido detido no Cais do Sodré, em Lisboa, por posse de uma arma.

A acusação diz que o homem teve uma arma apontada à cabeça e levou “chapadas na cara, murros na cabeça e socos no corpo” por parte dos dois agentes.

Segundo a acusação, com a faca que havia sido apreendida, um dos polícias “cortou-lhe algumas rastas do cabelo e deitou-as para um balde do lixo” enquanto o outro agente filmou tudo com o telemóvel, aparentando divertir-se com a situação”.

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