António José Seguro venceu a primeira volta das eleições presidenciais, com 31,14% dos votos (1.752.325 eleitores), e apontou já à vitória na segunda volta, marcada para 8 de fevereiro.
Em festa nas Caldas da Rainha, onde vive, o candidato apoiado pelo PS fez um discurso unificador, centrado na “esperança” e na defesa da democracia, assumindo-se confiante para derrotar André Ventura.
Seguro agradeceu a participação dos eleitores em Portugal e na diáspora, sublinhou que “não há derrotados” e garantiu que será “o Presidente de todos os portugueses”, prometendo uma “mudança tranquila”, respeito pela Constituição e combate aos populismos.
Nas respostas à comunicação social, declarou que “nada está garantido” e que “há que trabalhar” para fazer com “que mais portugueses se juntem” a si.
Em relação aos apoios, nem Marques Mendes nem Montenegro vão dar apoio a António José Seguro.
“Estou convicto de que a natureza desta candidatura suprapartidária se irá manter”, observando acreditar que irá, ainda assim, granjear votos à direita e à esquerda. “Entre mim e o deputado André Ventura há um oceano de diferenças”, atirou.
António José Seguro afastou ainda a questão da ausência de José Luís Carneiro. “Por amor de Deus”, dizia nesse âmbito.
Recorde-se que o vencedor desta primeira volta formalizou a sua candidatura em 15 de dezembro de 2025, com a entrega de mais de 10.000 assinaturas no Tribunal Constitucional, num ato que simbolizou o lançamento oficial da sua campanha para Belém.