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Venezuela vai deter quem opine contra o regime ou celebre captura de Nicolás Maduro

Data de publicação
22 Janeiro 2026
8:43

As autoridades venezuelanas advertiram na quarta-feira que irão deter e aplicar todo o peso da lei contra os cidadãos que emitam opiniões contra o regime do país ou celebrem a captura, pelos EUA, do Presidente Nicolás Maduro.

A advertência foi feita pelo conhecido chefe da polícia e ex-governador do estado venezuelano de Táchira, Freddy Bernal, num vídeo divulgado nas redes sociais locais, no mesmo dia em que a Comissão Inter-americana dos Direitos Humanos (CIDH) denunciou que na Venezuela continuam a funcionar “centros de detenção clandestinos”.

“Não permitiremos, sob nenhuma circunstância, ameaças, piadas estúpidas, comemorando a captura do Presidente. Exorto a lerem as leis, que são muito claras. Numa delas estão os artigos da Lei de Incitação ao Ódio, que é muito clara (...) e noutra está a lei Simón Bolívar, que deixa claros os argumentos de traição à pátria”, afirma no vídeo.

Acompanhado por pessoas diversas pessoas, Freddy Bernal, sublinha que “a todos os que emitirem opiniões contra a república, o Presidente, as suas instituições e celebrarem a agressão de um império contra a pátria” vai ser aplicado “todo o peso da Constituição”.

Explica ainda que os serviços de informações do Estado têm ordens para “capturar alguns indivíduos que estão nessa situação e processá-los conforme a legislação vigente”.

“Nos 916.050 quilómetros da República Bolivariana da Venezuela, faremos valer o nosso respeito com a força da Constituição”, reiterou.

Por outro lado, a Comissão Inter-americana de Direitos Humanos (CIDH) denunciou esta quarta-feira a existência na Venezuela de centros ativos de detenção “clandestinos”.

A denúncia foi feita pela relatora especial da CIDH para a Venezuela, Glória Monique de Mees, durante uma reunião do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA).

“A persistência dessas instalações destaca a natureza estrutural das violações e a ausência de uma supervisão institucional eficaz”, sublinhou a relatora, citada pelo canal de televisão NTN24.

Segundo Glória Monique de Mees, após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em 03 de janeiro último, o regime chavista promoveu algumas libertações de presos políticos, mas a situação dos direitos humanos no país “é alarmante”.

A CIDH afirma que até 19 de janeiro de 2026 a Venezuela libertou 143 presos políticos, mas insiste que são necessárias informações transparentes, atualizadas e verificáveis sobre as condições das libertações.

Segundo a ONG Foro Penal (FP), a Venezuela tinha, em 19 de janeiro, 777 pessoas presas por motivos políticos, 678 homens e 99 mulheres, 604 civis e 173 militares, entre eles 2 adolescentes.

O FP afirmou numa publicação na rede social X estarem detidos 70 estrangeiros, venezuelanos com dupla nacionalidade.

Em novembro de 2025, o FP avançou ter os dados de 5 luso-descendentes (venezuelanos que têm também nacionalidade portuguesa) detidos por motivos políticos, no entanto fontes da comunidade lusa local dão conta que são pelos menos oito.

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