O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) vai reunir-se na segunda-feira para discutir a operação norte-americana de captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas, informou hoje a presidência somali deste órgão.
A reunião de emergência, prevista para as 10:00 (15:00 em Lisboa), foi solicitada pela Venezuela, pedido apoiado pela Colômbia, que acaba de entrar no Conselho de Segurança, precisaram fontes diplomáticas citadas pela France-Presse.
O pedido para a reunião, endereçado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Yvan Gil, visa abordar aquilo que Caracas considera um ataque ilícito dos Estados Unidos à sua soberania.
O ministro afirmou que o pedido foi feito “em resposta à agressão criminosa perpetrada pelo governo dos Estados Unidos contra a nação venezuelana” e enfatizou o papel do Conselho de Segurança das Nações Unidas como “o órgão responsável por defender o direito internacional”.
Numa mensagem transmitida através da plataforma Telegram, citada por ‘media’ internacionais, o chefe da diplomacia venezuelana adotou um tom desafiador, afirmando: “Nenhum ataque cobarde prevalecerá contra a força deste povo, que sairá vitorioso”.
Os Estados Unidos lançaram hoje “um ataque em grande escala contra a Venezuela”, para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher Cilia Flores, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
O anúncio foi feito pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, horas depois do ataque contra Caracas, não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro. O chefe de Estado norte-americano admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.
O Governo venezuelano denunciou a “gravíssima agressão militar” dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção.
A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou a sua “profunda preocupação” com a recente “escalada de tensão na Venezuela”, alertando que a ação militar dos Estados Unidos poderá ter “implicações preocupantes” para a região.